Workshop discute desempenho socioambiental e econômico no setor siderúrgico

O desempenho socioambiental e econômico das empresas que participam do Projeto Siderurgia Sustentável é tema do workshop realizado esta semana em Inhaúma (MG).

Implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o projeto financia empresas selecionadas por meio de edital para o desenvolvimento e adoção de processos produtivos mais limpos.

Projeto busca reduzir emissões de gases de efeito estufa na produção de ferro-gusa, aço e ferroligas, e promover a adoção de boas práticas produtivas na siderurgia para se alcançar sustentabilidade ambiental, social e também econômica. Foto: Rooseveelt Almado (CC)

Projeto busca reduzir emissões de gases de efeito estufa na produção de ferro-gusa, aço e ferroligas, e promover a adoção de boas práticas produtivas na siderurgia para se alcançar sustentabilidade ambiental, social e também econômica. Foto: Rooseveelt Almado (CC)

O desempenho socioambiental e econômico das empresas que participam do Projeto Siderurgia Sustentável é tema do workshop que ocorre até sexta-feira (23) em Inhaúma (MG).

Promovido em conjunto com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), o encontro reúne representantes das empresas Rima, Plantar, ArcelorMittal, Vaullorec e consórcio PCE – Cossisa numa discussão de desempenho de iniciativas e novas oportunidades voltadas às boas práticas no setor.

As empresas que participam das discussões no workshop foram selecionadas pelo projeto por meio do edital de mecanismo de apoio ao desenvolvimento, melhoria e demonstração de tecnologias sustentáveis de produção e uso de carvão vegetal na indústria siderúrgica, lançado no segundo semestre de 2017.

Por meio desse edital, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) selecionou propostas voltadas à criação e melhoria de tecnologias sustentáveis de produção de carvão vegetal para a indústria de aço, ferro-gusa e ferroligas, bem como o uso do carvão vegetal e seus coprodutos no setor. Já em execução, essas propostas passaram por uma verificação do desempenho socioambiental, conduzida pelo Imaflora.

“No workshop, serão realizadas atividades com o objetivo de proporcionar discussões entre especialistas das empresas, PNUD e governo, oportunizando a melhoria do desempenho de cada uma das empresas participantes do Siderurgia Sustentável”, explicou o representante do Imaflora, Roberto Sartori.

“As discussões que serão realizadas no workshop são de grande relevância para o projeto, que busca não apenas reduzir emissões de gases de efeito estufa na produção de ferro-gusa, aço e ferroligas, mas também promover a adoção de boas práticas produtivas para se alcançar sustentabilidade ambiental, social e também econômica no setor”, complementa a assessora técnica do projeto, Mônica Santos.

A verificação realizada pelo instituto se deu a partir de critérios estabelecidos no Programa Modular de Verificação do Carvão Vegetal (Promove). Destacam-se o cumprimento em relação à legislação aplicável às operações florestais e industriais; as condições de trabalho decente; a relação responsável com as comunidades; as boas práticas de produção florestal; a responsabilidade ambiental; além de boas práticas na produção de carvão (carvoejamento).

Mais sobre o mecanismo de apoio

As empresas selecionadas pelo projeto por meio do edital de mecanismo de apoio receberam subvenções para o desenvolvimento e adoção de processos produtivos mais limpos. Será aplicado nessas propostas um total de 8,5 milhões de reais, do qual metade somente será paga se as empresas selecionadas entregarem os resultados propostos para a redução de emissão de gases de efeito estufa.

“Com essa produção, conseguiremos diminuir emissões em 564,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que significa 26 vezes a meta geral do Projeto Siderurgia Sustentável”, declarou Santos.

O Projeto Siderurgia Sustentável se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e contribui de maneira efetiva no cumprimento do ODS 7 (Energia Limpa e Acessível); ODS 8 (Trabalho decente e crescimento econômico); ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura); ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis); e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).

Implementado pelo PNUD e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o projeto conta com o apoio dos ministérios de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC); de Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Governo de Minas Gerais.