Vírus ebola deixa mais de 150 crianças órfãs ou desacompanhadas na República Democrática do Congo

Os novos focos do vírus ebola na República Democrática do Congo (RDC) estão ameaçando o progresso feito no combate à doença mortal e aumentando o risco de disseminação, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Até o momento, houve 142 casos de ebola no nordeste do país, com 97 mortes. Segundo a OMS, as cidades de Beni e Butembo, em Kivu do Norte, tornaram-se os novos focos da doença.

Oficial do UNICEF fala com crianças sobre a importância da prevenção do ebola em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF / Mark Naftalin

Oficial do UNICEF fala com crianças sobre a importância da prevenção do ebola em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF / Mark Naftalin

Os novos focos do vírus ebola na República Democrática do Congo (RDC) estão ameaçando o progresso feito no combate à doença mortal e aumentando o risco de disseminação, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS) na sexta-feira (21).

Até o momento, houve 142 casos de ebola no nordeste do país, com 97 mortes. Segundo a OMS, as cidades de Beni e Butembo, em Kivu do Norte, tornaram-se os novos focos da doença.

“Riscos significativos para a disseminação da doença continuam”, disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, a jornalistas em Genebra.

“Desafios contínuos incluem contatos perdidos no acompanhamento, atraso no reconhecimento do vírus nos centros de saúde, prevenção e controle de infecções precárias nos centros de saúde e relutância em alguns casos a serem tratados em centros de tratamento com ebola.”

O ebola é endêmico no vasto país da África Central, que registrou 10 surtos nas últimas quatro décadas. A superação desse último surto na região de Kivu do Norte está se mostrando complicada devido ao deslocamento em massa ligado a dezenas de grupos armados e a outras ameaças à saúde, incluindo poliomielite e cólera.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a doença deixou mais de 150 crianças e adolescentes órfãos ou separados de seus cuidadores. A ONU está trabalhando para recuperar 112 das crianças em idade escolar nas salas de aula.

“Voltar à escola é essencial para crianças órfãs ou desacompanhadas”, disse o Gianfranco Rotigliano, representante do UNICEF na RDC. “Isso traz estabilidade, um senso de pertencer à comunidade e esperança para o futuro.”