Violência política cai no Sudão do Sul após assinatura de acordo de paz

Desde assinatura de um acordo de setembro de 2018 entre o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e seu adversário político e ex-vice, Riek Machar, para encerrar o conflito no país, a violência política “caiu dramaticamente”, disse a jornalistas na terça-feira (5) na sede da ONU, em Nova Iorque, o chefe da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, David Shearer.

Nos cinco anos desde que conflito irrompeu no Sudão do Sul, mais de 4 milhões de pessoas deixaram suas casas e quase 2 milhões estão deslocadas dentro do país. Desde o acordo de paz entre os lados conflitantes, houve sinais de estabilidade, levando à possibilidade de retorno.

Capacetes-azuis da ONU realizam patrulha de proteção a civis em Bentiu, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS/Isaac Billy

Capacetes-azuis da ONU realizam patrulha de proteção a civis em Bentiu, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS/Isaac Billy

Desde assinatura de um acordo de setembro de 2018 entre o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e seu adversário político e ex-vice, Riek Machar, para encerrar o conflito no país, a violência política “caiu dramaticamente”, disse a jornalistas na terça-feira (5) na sede da ONU, em Nova Iorque, o chefe da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, David Shearer.

Shearer afirmou que muitas “coisas positivas” aconteceram desde o acordo de paz, incluindo diversos encontros no país e a integração de figuras da oposição e do governo nas Forças Armadas.

Apesar da queda em violência política, conflitos ainda estão em andamento, disse Shearer, destacando, entre outras coisas, violência étnica que resultou em assassinatos. Shearer também destacou confrontos entre combatentes da Frente Nacional de Salvação, de Thomas Cirillo, e forças do governo no sul do país.

Embora tenha expressado preocupação com a perda de impulso no processo de paz, com encontros recentes ainda sem resultados reais, Shearer ressaltou que, no geral, o progresso tem sido muito melhor que o esperado e pediu para a comunidade internacional “falar como uma voz”, enviando a mensagem de que o processo de paz é a única possibilidade.

A entrevista coletiva do chefe da Missão coincidiu com um pedido de financiamento da Organização Internacional para as Migrações (OIM) para apoiar pessoas deslocadas no Sudão do Sul. A agência da ONU pediu 122 milhões de dólares para ajudar quase 1 milhão de pessoas e mais de 80 parceiros humanitários e de desenvolvimento ao longo de 2019.

Nos cinco anos desde que conflito irrompeu no Sudão do Sul, mais de 4 milhões de pessoas deixaram suas casas e quase 2 milhões estão deslocadas dentro do país. Desde o acordo de paz entre os lados conflitantes, houve sinais de estabilidade, levando à possibilidade de retorno.

Durante entrevista coletiva, Shearer, que também é representante especial do secretário-geral da ONU no Sudão do Sul, afirmou que o sucesso do acordo de paz será parcialmente medido conforme pessoas voltam para suas casas e vilarejos.

Elogiando este fato, o chefe da Missão da OIM no Sudão do Sul, Jean-Philippe Chauzy, alertou que, “embora algumas pessoas tenham decidido voltar para casa, muitas ainda estão vivendo em locais de deslocamento. Elas não poderão retornar em 2019. Então, apesar dos sinais do acordo de paz revitalizado, deslocamentos relacionados ao conflito continuam, apesar de estarem em escala menor em relação ao passado”.