Violência no Iêmen se agrava com mais de mil mortos e iminente fechamento de hospitais, alerta ONU

Explosões perto dos escritórios das agências da ONU interromperam as atividades de distribuição de ajuda. Segundo o UNICEF, cerca de 7,9 milhões de crianças precisam dessa assistência para sobreviver.

Cerca de 8 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária no Iêmen. Foto: Unicef/Abdulatif

Cerca de 8 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária no Iêmen. Foto: Unicef/Abdulatif

“Qualquer iniciativa para reduzir a violência no Iêmen será bem-vinda”, destacou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) em sua última atualização sobre a situação no país.

“As disputas e o bombardeio da coalizão causaram impactos virtualmente em todo o país. Os danos aos civis têm sido imensos”, disse o representante do OCHA, Johannes Van Der Klaauw.

Desde 19 de março, as estimativas conservadoras indicam que mais de 1.080 pessoas foram mortas e outras 4.350 feridas, e mais de 150 mil deslocadas, segundo a agência da ONU.

Os fornecimentos de comida, combustível, água e eletricidade foram interrompidos e a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que os hospitais estão a ponto de fechar devido à falta de material e meios para continuar operando.

As Nações Unidas também não foram poupadas. Na capital, Sanaa, explosões causaram danos em vários escritórios de agências da ONU e organizações parceiras, forçando a suspensão das operações. A Organização agora procura novos meios de enviar sua equipe para o Iêmen para apoiar a resposta humanitária.

Enquanto isso, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Iêmen alertou que entre as 15,9 milhões de pessoas que precisam de ajuda humanitária, 7,9 milhões são crianças.