Violência entre israelenses e palestinos deixa cerca de uma pessoa morta por dia, alerta ONU

Desde outubro, 117 palestinos, 21 israelenses e dois estrangeiros foram mortos em meio aos confrontos e ataques em Israel e no território ocupado da Palestina. Violência é considerada ‘inaceitável’.

Um atendente do Crescente Vermelho da Palestina assiste pessoas feridas durante confrontos em Belém. Choques com o exército israelense na Cisjordânia deixaram muitos feridos por balas de borracha e gás lacrimogêneo. Foto: IRIN / Oren Ziv

Um atendente do Crescente Vermelho da Palestina assiste pessoas feridas durante confrontos em Belém. Choques com o exército israelense na Cisjordânia deixaram muitos feridos por balas de borracha e gás lacrimogêneo. Foto: IRIN / Oren Ziv

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) emitiu um alerta, nesta terça-feira (15), a respeito da recente escalada de violência em Israel e no Território Ocupado da Palestina. Segundo a porta-voz da agência da ONU, Cécile Pouilly, a violência tem provocado a morte de quase uma pessoa por dia na região. Desde o recrudescimento dos confrontos, durante o início de outubro, 117 palestinos, 21 israelenses e dois estrangeiros foram mortos.

De acordo com Pouilly, a onda “inaceitável” de esfaqueamentos, tiroteios e atropelamentos propositais continua a matar e ferir israelenses, ao passo que a resposta das forças de segurança de Israel tem levado à execução de agressores, manifestantes e, até mesmo, de testemunhas inocentes. Desde o dia 1º de outubro, na área H2 da cidade de Hebron, foram relatados 16 ataques contra israelenses. Dos 17 palestinos envolvidos nesses incidentes, 16 foram mortos a tiro e um ficou ferido e foi preso.

A porta-voz do ACNUDH expressou preocupação a respeito do uso excessivo da força pelos agentes de Israel. Segundo a representante, casos que tenham levado à morte ou a danos provocados por oficiais israelenses devem ser investigados de forma independente e imparcial. Pouilly também alertou para as demolições punitivas das casas de palestinos e para a retenção dos corpos dos agressores mortos, que não são liberados para suas famílias. Tais ações só tendem a agravar a atual crise.