Violência diminuiu depois de cessar-fogo na Síria, informa ONU

Enviado das Nações Unidas para a crise, Staffan de Mistura disse, no entanto, que surgiram denúncias de ataques com morteiros e bombardeios desde que o acordo entrou em vigor, no início da noite desta segunda-feira (12).

Caminhões de ajuda humanitária da ONU chegam à cidade síria de Madaya, uma das localidades onde a crise de alimentação foi severa. Foto: OCHA/G. Seifo

Caminhões de ajuda humanitária da ONU chegam à cidade síria de Madaya, uma das localidades onde a crise de alimentação foi severa. Foto: OCHA/G. Seifo

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, afirmou nesta terça-feira (13), em Genebra, que de uma forma geral “houve uma redução significativa da violência na Síria”.

O acordo de cessar-fogo entre governo e oposição entrou em vigor no início da noite desta segunda-feira (12). Mistura disse que, apesar das alegações de ataques de morteiros e bombardeios, a situação melhorou nas últimas 24 horas.

Segundo o enviado da ONU, “a queda da violência pode ser sentida particularmente em Alepo, Hama, Latakia e Idlib”, informou a Rádio ONU. No caso de Alepo, Mistura afirmou que “fontes na região disseram que a situação melhorou drasticamente, sem qualquer bombardeio”.

Ele citou ainda que a capital, Damasco, e a área central do país também estiveram calmas durante este período, com alguma exceção em Harasta. No sul da Síria, foram registrados vários combates entre a rede terrorista Al Nusra e as forças do governo.

Staffan de Mistura disse que “outras violações do acordo de cessar-fogo são inevitáveis”, mas ao mesmo tempo alertou para que não se permita que qualquer violência tenha “um efeito de bola de neve” sobre a situação.

O enviado da ONU declarou que a Organização tem 24 caminhões carregados e prontos para seguir para Alepo com ajuda humanitária, e que isso continua sendo prioridade. Mas, para que isso ocorra, o governo sírio, que controla o acesso à região, precisa conceder acesso irrestrito.

Mistura disse ainda que as cartas de autorização para a entrada dos comboios da ONU ainda não foram entregues pelo governo sírio. Ele espera que a liberação ocorra em breve para aproveitar a “calma relativa” na região.