Desigualdades raciais no Brasil comprometem oportunidades de trabalho e desenvolvimento humano

Desigualdades raciais no Brasil comprometem oportunidades de trabalho e desenvolvimento humano

Estudos mostram que a cor da pele é componente central na estruturação das desigualdades no Brasil, afetando o acesso ao emprego e a maiores níveis de desenvolvimento. No país, negros vivem, estudam e ganham menos do que brancos.

“Desenvolvimento humano é quase um sinônimo de liberdade. Para que haja desenvolvimento humano é imprescindível que as oportunidades e capacidades existentes em uma sociedade sejam amplas, para que as pessoas possam escolher a vida que desejam ter”, disse Vanessa Zanella, integrante da equipe responsável pelo relatório do PNUD. Leia reportagem especial sobre o tema.

Profissionais negras demandam mais políticas afirmativas no mercado corporativo brasileiro

Profissionais negras demandam mais políticas afirmativas no mercado corporativo brasileiro

As empresas brasileiras e multinacionais com atuação no Brasil começaram a discutir o tema da diversidade de forma mais intensa nos últimos anos, mas falta adotarem políticas e métricas efetivas para aumentar a participação de profissionais negros, ainda extremamente baixa, especialmente nos cargos de liderança. A situação das mulheres negras é ainda mais preocupante.

A avaliação é de quatro profissionais negras e um negro ouvidos pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), segundo os quais o racismo permanece no mercado corporativo brasileiro, onde menos de 5% dos executivos são afrodescendentes, segundo dados do Instituto Ethos. Quando se fala de mulher negra, o percentual é de apenas 0,4%.

ONU Mulheres chama de ‘escândalo’ morte de 23 mil jovens negros por ano no Brasil

ONU Mulheres chama de ‘escândalo’ morte de 23 mil jovens negros por ano no Brasil

A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. São 63 mortes por dia, que totalizam 23 mil vidas negras perdidas pela violência letal por ano, conforme destacado pela campanha Vidas Negras, lançada pelas Nações Unidas no país em novembro de 2017.

“Vinte e três mil assassinatos de jovens por ano é um escândalo. A sociedade brasileira, os governos e cada um de nós temos de fazer a nossa parte. (A campanha) Vidas Negras fala do reconhecimento da importância dos jovens negros. Chama à responsabilidade social e política de fazer algo já”, declarou Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

Jovem negra tem 2 vezes mais chance de ser assassinada no Brasil, revela UNESCO

Jovem negra tem 2 vezes mais chance de ser assassinada no Brasil, revela UNESCO

Em todos os estados do país e no Distrito Federal, com exceção do Paraná, as jovens negras têm 2,19 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio do que as jovens brancas. No Rio Grande do Norte, diferença chega a oito vezes. Crime é a principal causa de morte entre brasileiros e brasileiras dos 15 aos 29 anos.

Dados foram divulgados no Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017, lançado nesta segunda-feira (11) pela UNESCO e pela Secretaria Nacional de Juventude. Pela primeira vez, relatório abordou diferenças de gênero nas taxas de assassinato de jovens.

Campanha Vidas Negras da ONU Brasil tem ampla repercussão nas redes sociais

Campanha Vidas Negras da ONU Brasil tem ampla repercussão nas redes sociais

Desde o lançamento no início de novembro, mês da Consciência Negra, a campanha Vidas Negras passou a ser um dos motes do debate sobre desigualdades raciais nas redes sociais. Os quatro vídeos produzidos pela iniciativa da ONU Brasil provocaram uma série de conversas sobre o tema.

As peças abordam diferentes impactos do racismo na experiência da juventude negra no Brasil, com a participação de Taís Araújo, Érico Brás, Kênia Maria, Elisa Lucinda e o grupo Dream Team do Passinho. Todo o material audiovisual da campanha fala da necessidade de superar o racismo para garantir igualdade, inclusive no direito à vida.

ONU apresenta no Congresso campanha pelo fim da violência contra juventude negra

ONU apresenta no Congresso campanha pelo fim da violência contra juventude negra

Deputados, religiosos, representantes da sociedade civil e do Sistema Judiciário participaram na quarta-feira (6) no Congresso Nacional em Brasília (DF) do lançamento da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios.

A iniciativa já congrega quase 200 parlamentares de pelo menos 25 partidos, e tem como objetivo debater caminhos alternativos às propostas centradas unicamente em medidas repressivas e punitivas.