Vice-chefe da ONU exalta esporte como meio de fortalecer laços e promover a paz

Celebrando o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e pela Paz (6 de abril), a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse em evento em Nova Iorque na quarta-feira (3) que o “esporte ajuda a encontrar lugar comum” durante tempos de divisões. A data é lembrada em 6 de abril e tem o objetivo de fortalecer laços sociais e promover os ideais de paz, fraternidade, tolerância e justiça.

“O esporte tem o poder de alinhar nossa paixão, energia e entusiasmo em torno de uma causa coletiva”, afirmou. “E é precisamente quando a esperança pode ser nutrida e a confiança pode ser reconquistada”.

Jogadores celebram prêmio de competição de futebol em campo de refugiados no norte de Darfur. Foto: ONU/Albert González Farran

Jogadores celebram prêmio de competição de futebol em campo de refugiados no norte de Darfur. Foto: ONU/Albert González Farran

Celebrando o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e pela Paz (6 de abril), a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse em evento em Nova Iorque na quarta-feira (3) que o “esporte ajuda a encontrar lugar comum” durante tempos de divisões. A data é lembrada em 6 de abril e tem o objetivo de fortalecer laços sociais e promover os ideais de paz, fraternidade, tolerância e justiça.

“O esporte tem o poder de alinhar nossa paixão, energia e entusiasmo em torno de uma causa coletiva”, afirmou. “E é precisamente quando a esperança pode ser nutrida e a confiança pode ser reconquistada”.

O esporte desempenhou papeis importantes em todas as sociedades ao longo da história mundial – fazendo dele um foco natural para o Sistema ONU. Mohammed relembrou histórias de “soldados escalando trincheiras na primeira Noite de Natal da Primeira Guerra Mundial” para jogar futebol e criar uma trégua passageira, e do tênis de mesa como um meio de aliviar tensões da Guerra Fria na década de 1970.

“Está em nosso interesse coletivo colher o tremendo poder do esporte para ajudar a construir um futuro melhor e mais sustentável para todos”, afirmou.

Além disso, ela destacou que a Agenda 2030 identifica o esporte como um facilitar do desenvolvimento sustentável. “O esporte pode ajudar a promover a tolerância e o respeito, contribuir para o empoderamento de mulheres e jovens e avançar nas áreas de saúde, educação e inclusão social”, afirmou.

Declarando que “nenhuma instituição ou entidade pode fazer isto sozinha”, Mohammed destacou a necessidade de “parcerias entre todas as partes da sociedade, especialmente comunidades jovens e locais”. Além disso, citou colaborações com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e com a FIFA para avançar liderança de mulheres.

Mohammed também pediu mudanças na gestão de eventos esportivos, de modo a aproveitar práticas ambientalmente amigáveis e propostas com foco socioambiental.

“Vamos intensificar nossos esforços compartilhados para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e reconhecer verdadeiramente o poder do esporte para mudar as vidas de pessoas, comunidades, países e além”, afirmou.

“Obrigada por ajudarem o mundo a marcar um gol pela humanidade”, concluiu.

UNESCO

Em mensagem para a data, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, lembrou que, no ano passado, duas equipes olímpicas nacionais da Península Coreana marcharam juntas na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em PyeongChang, em um gesto simbólico de reconciliação por meio do esporte.

“Poucos meses depois, tanto a Coreia do Norte quanto a Coreia do Sul, com a mediação da UNESCO, decidiram inscrever a tradicional luta coreana, Ssirum/Ssireum, na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, que reconhece vários esportes e jogos tradicionais de todo o mundo”, lembrou, completando que “esses são exemplos fortes do poder do esporte de construir caminhos de paz e diálogo para unir as pessoas”.

“Independentemente de idade, gênero ou etnia, o esporte é desfrutado por todos – seu alcance é incomparável. Porém, mais importante do que isso, o esporte promove valores universais que transcendem língua e cultura, e em especial a inclusão”, declarou.