VI Fórum Intersetorial Rede Sociedade Solidária

No dia 31 de março, foi organizado, no auditório do Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro, o VI Fórum Intersetorial Rede Sociedade Solidária, organizado pela Legião da Boa Vontade (LBV) com a colaboração do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA) e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). O lema do Fórum neste ano — que ainda deve acontecer na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai — é “Saúde e qualidade de vida: cumprindo os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs)”, uma série de metas traçadas pela ONU que devem ser atingidas até 2015.

VI Fórum Intersetorial Rede Sociedade SolidáriaNo dia 31 de março, foi organizado, no auditório do Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro, o VI Fórum Intersetorial Rede Sociedade Solidária, organizado pela Legião da Boa Vontade (LBV) com a colaboração do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA) e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). O lema do Fórum neste ano — que ainda deve acontecer na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai — é “Saúde e qualidade de vida: cumprindo os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs)”, uma série de metas traçadas pela ONU que devem ser atingidas até 2015.

A Representante do Centro de Informação das Nações Unidas, Valéria Schilling, foi convidada a falar na abertura do evento. Para ela, a filantropia é muito importante no combate à extrema pobreza e à fome. “A cooperação entre governos, sociedade civil e terceiro setor é essencial”, disse Schilling citando o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Ela disse que a crise financeira internacional tem prejudicado os financiamentos públicos e privados para os projetos das Nações Unidas e lembrou que a maioria dos ODMs está relacionada à questão da saúde, já que a extrema pobreza costuma vir acompanhada de outros problemas.

Também esteve presente o Chefe em Exercício da Seção de ONGs do DESA, Joop Theunissen. Ele agradeceu a presença dos representantes da Prefeitura do Rio de Janeiro e enfatizou a importância dos ODMs número quatro, cinco e seis — reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna e combater o HIV/aids —, além de parabenizar a atuação do Brasil no auxílio aos soropositivos e no combate à epidemia. Ele também falou dos efeitos da crise econômica. Embora a situação do Brasil seja relativamente melhor no contexto internacional, ele lembrou que a crise alimentar pode ser agravada e que a África será muito afetada.

O evento contou com a presença de representantes do terceiro-setor, que traçaram um panorama geral da questão da saúde. Sobre o Estado do Rio de Janeiro, o Sub-Secretário de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde, Daniel Loranz, culpou a gestão anterior pela situação precária da rede pública de hospitais. A questão da tuberculose foi levantada pelo representante do Fórum Estadual das ONGs na Luta contra a Tuberculose, Carlos Basília. Ele disse que uma em cada três pessoas já teve contato com o bacilo causador da doença e que há 80 mil novos casos por ano. Basília lembrou que a maioria dos infectados são homens pobres responsáveis pelo sustento da família. A doença, para ele, teria relação com o agravamento da pobreza e seria um obstáculo na conquista dos ODMs.

Também participaram do debate — que reuniu cerca de 100 convidados — o Secretário Executivo do Fórum ONG/aids, William Amaral, a Coordenadora Executiva do Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS) e o integrante do Núcleo Executivo da Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular e Saúde do Rio de Janeiro, Márcio Villard.