Venezuelano de 17 anos retoma estudos e práticas esportivas no Brasil

O venezuelano Roberth Anzoategui, de 17 anos, jogava beisebol em uma academia de seu país e estava a dois meses de assinar um contrato profissional quando sua vida tomou rumos inesperados.

A casa onde ele morava com mãe, pai e dois irmãos foi alvo de um assalto à mão armada. A família teve todos os seus pertences roubados, foi ameaçada de morte e, para sobreviver, precisou fugir.

Quando chegou a Pacaraima (RR), cidade na fronteira entre Venezuela e Brasil, em outubro de 2018, o adolescente encontrou conforto no atendimento do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Para se distrair dos obstáculos que sua família enfrentava, Roberth aprendeu a fazer origami, a jogar xadrez e rúgbi. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

Para se distrair dos obstáculos que sua família enfrentava, Roberth aprendeu a fazer origami, a jogar xadrez e rúgbi. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

O venezuelano Roberth Anzoategui, de 17 anos, jogava beisebol em uma academia de seu país e estava a dois meses de assinar um contrato profissional quando sua vida tomou rumos inesperados.

A casa onde ele morava com mãe, pai e dois irmãos foi alvo de um assalto à mão armada. A família teve todos os seus pertences roubados, foi ameaçada de morte e, para sobreviver, precisou fugir.

Quando chegou a Pacaraima (RR), cidade na fronteira entre Venezuela e Brasil, em outubro de 2018, o adolescente encontrou conforto no atendimento do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Para se distrair dos obstáculos que sua família enfrentava, Roberth aprendeu a fazer origami, a jogar xadrez e rúgbi. Organizou torneios de futebol e venceu uma competição de corrida.

Presença constante no Espaço Amigável, sala onde a equipe do UNFPA promove atendimentos em Pacaraima, aprendeu a reconhecer a violência contra a mulher por meio de um folder informativo.

Testemunhou uma situação de violência no alojamento temporário onde estava. Ao perceber que uma jovem de 20 anos estava sendo agredida pelo padrasto, Roberth se lembrou do que havia lido e acionou os especialistas do UNFPA.

“Fiquei com um pouco de medo, porque não sabia o que ele podia fazer, mas deu certo”, contou. O adolescente também participou de palestras e rodas de conversa. “Quando cheguei ao Brasil, não tinha nenhuma autoestima. Eles me deram esperança”, disse, sobre a equipe da agência da ONU.

Atualmente, Roberth está concluindo o Ensino Médio em uma escola de Boa Vista (RR). No abrigo onde vive com a família, dá aulas de rúgbi para crianças, ensinando, em suas palavras, “o pouco que sabe”.

Pretende prestar vestibular em uma universidade pública brasileira. “Quero ser engenheiro civil, mas sempre consegui coisas boas com o esporte, então, também penso em ser atleta”, disse. Com esperança, Roberth e sua família continuam frequentando o Espaço Amigável do UNFPA em Boa Vista.