Venezuela: ONU pede medidas ‘imediatas’ para restaurar a calma

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Manuel Elias

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está acompanhando os últimos acontecimentos na Venezuela “de muito perto e com preocupação”, informou nesta terça-feira (30) seu porta-voz.

Segundo ele, a ONU está em contato “com as partes” em “diferentes níveis” dentro das Nações Unidas e no país.

O presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países, convocou também nesta terça os venezuelanos a se unir a ele contra o governo de Nicolás Maduro.

Guaidó apareceu acompanhada por outro líder da oposição, Leopoldo López – que estava em prisão domiciliar –, e por alguns membros das forças de segurança.

O governo de Maduro descreveu o que aconteceu como uma “tentativa de golpe de Estado”, mas assegurou que as forças armadas permaneciam leais. Segundo a imprensa, estão sendo registrados fortes tumultos e confrontos entre forças de segurança e civis na capital Caracas.

Guterres instou “todas as partes a exercer o máximo de moderação e pediu que todas as partes evitem uma escalada de violência, bem como tomem medidas imediatas para restaurar a calma”, acrescentou Stéphane Dujarric.

O porta-voz esclareceu que “não cabe ao secretário-geral dar seu apoio a uma ou outra parte” e que se concentra no bem-estar do povo venezuelano, fazendo todo o possível para evitar a violência.

Guterres disponibilizou mais uma vez apoio às partes, se assim fosse solicitado.

A ONU está tomando medidas para garantir a segurança dos funcionários da Organização que estão na Venezuela.

As Nações Unidas reforçaram sua presença no país nos últimos meses devido à “situação humanitária muito séria no país”, disse o porta-voz. Além disso, está apoiando a Cruz Vermelha Internacional, que tem um acordo com o governo para distribuir ajuda.