‘Vencer a pobreza é o imperativo moral mais importante do mundo’, diz presidente do Equador na UNESCO

“Pela primeira vez na história da humanidade, a pobreza não é causada por falta de recursos ou fatores naturais, mas sim por um sistema injusto que produz exclusão”, disse Rafael Correa na Conferência Geral da UNESCO.

Presidente do Equador, Rafael Correa, durante discurso na UNESCO. Foto: UNESCO/Fabrice Gentile

Presidente do Equador, Rafael Correa, durante discurso na UNESCO. Foto: UNESCO/Fabrice Gentile

“Vencer a pobreza é o imperativo moral mais importante do mundo, considerando que, pela primeira vez na história da humanidade, a pobreza não é causada por falta de recursos ou fatores naturais, mas sim por um sistema injusto que produz exclusão”, declarou o presidente do Equador, Rafael Correa, em seu discurso ao plenário da 37ª sessão da Conferência Geral da UNESCO.

“Acredito fortemente nos poderes transformadores da ciência e da tecnologia. Eu deposito nelas muito da minha esperança no futuro do planeta; a capacidade de manter o nosso modo de vida e dar qualidade de vida à humanidade como um todo”, disse ele aos 195 representantes dos Estados-membros da Organização, que se reúnem em Paris até 20 de novembro.

“A missão da UNESCO é contribuir para a consolidação da paz, erradicar a pobreza, apoiar o desenvolvimento sustentável e o diálogo intercultural, mas isso depende menos da caridade e mais da justiça”, afirmou.

“Se o conhecimento não fosse privatizado, mas colocado a serviço da humanidade como um todo, poderia impulsionar o desenvolvimento dos países mais pobres. Eles não precisam de caridade, tanto quanto precisam de habilidades, ciência e tecnologia”.

“Um plano compensatório para os bens ambientais poderia produzir uma redistribuição mundial e massiva de retorno, o que poderia acabar com a pobreza e consolidar o desenvolvimento sustentável”.

“Ninguém é mais consciente do que sou sobre o fato de que isso é uma utopia, em vista das forças em jogo no mundo de hoje e do estado atual da humanidade. Porém, a UNESCO foi criada para a utopia”, concluiu.

Após seu discurso na sessão plenária da Conferência Geral, Correa encontrou a diretora-geral da agência, Irina Bokova, para discutir a cooperação entre a UNESCO e o Equador, onde há o escritório da Organização para os países andinos. Junto com o Equador, o escritório serve à Bolívia, à Colômbia e à Venezuela.