Urbanização da América Latina e Caribe foi ‘ineficiente’ e pouco sustentável, alerta agência da ONU

Comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. Foto: WikiCommons / Chensiyuan (CC)

A urbanização na América Latina e Caribe já alcançou uma taxa média de 80%, mas o crescimento dos centros urbanos se deu de forma ineficiente e desproporcional, provocando o desmatamento de áreas naturais.

O alerta é do diretor regional do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), Elkin Velásquez, que participou nesta semana (6) da segunda Cúpula das Américas sobre Mudanças Climáticas, em Guadalajara. Segundo o representante do organismo internacional, “é necessário combinar a agenda verde com a agenda de desenvolvimento”.

Velásquez acredita que políticas públicas devem mitigar a expansão desgovernada das cidades, redistribuindo contingentes de populações. Para o diretor, são necessárias soluções sustentáveis que impeçam a destruição dos recursos naturais e articulem esforços nacionais e locais para combater as mudanças climáticas.

“Se não tivermos um esquema de coalização com todos os setores sociais e não o executarmos, não vamos ter recursos para toda a demanda futura por urbanização”, destacou.

Ainda segundo Velásquez, nações latino-americanas e caribenhas devem aproveitar o conhecimento técnico já disponível para novos projetos de infraestrutura urbana.