UNODC realiza treinamento sobre prevenção e tratamento do uso de drogas

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) realiza nesta semana, em Brasília, uma capacitação sobre natureza, prevenção e tratamento de transtornos relacionados ao uso de drogas. O encontro reúne representantes dos governos federal, estaduais e do Distrito Federal envolvidos na prevenção, tratamento e reinserção social de usuários e no combate ao tráfico.

A capacitação foi organizada em parceria com o Ministério da Cidadania e a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred), com apoio da Embaixada dos Estados Unidos, por meio do Bureau Internacional de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL, na sua sigla em inglês).

Elizabeth Saenz, coordenadora de Programas Globais de Tratamento para Dependentes Químicos do UNODC - Foto: Divulgação

Elizabeth Saenz, coordenadora de Programas Globais de Tratamento para Dependentes Químicos do UNODC – Foto: Divulgação

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) realiza nesta semana, em Brasília, uma capacitação sobre natureza, prevenção e tratamento de transtornos relacionados ao uso de drogas. O encontro reúne representantes dos governos federal, estaduais e do Distrito Federal envolvidos na prevenção, tratamento e reinserção social de usuários e no combate ao tráfico.

A capacitação foi organizada em parceria com o Ministério da Cidadania e a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, com apoio da Embaixada dos Estados Unidos, por meio do Bureau Internacional de Narcóticos e Aplicação da Lei.

A representante do UNODC para Peru e Equador, Kristian Holge, lembrou que o último Relatório Mundial sobre Drogas da agência aponta que 275 milhões de pessoas, com idades entre 15 e 64 anos, consumiram drogas ao menos alguma vez em 2016. O estudo registra ainda um aumento de 60% nas mortes causadas diretamente pelo uso de drogas entre os anos de 2000 e 2015.

“Há que se buscar mecanismos de combate ao uso de drogas, baseados em evidências científicas e que sobretudo coloquem as pessoas em primeiro lugar. Não deve existir lugar para improvisação”, afirmou Kristian. “As convenções internacionais de controle de drogas foram criadas para proteger e promover a saúde pública, particularmente de grupos vulneráveis, como crianças e adolescentes em risco, pessoas marginalizadas, excluídas, ou pessoas com uma história de trauma emocional, problemas psicológicos e distúrbios de saúde mental concomitantes”, salientou.

Kristian Holge reafirmou que em 2016, a Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o Problema Mundial das Drogas reconheceu que o problema das drogas é uma responsabilidade comum compartilhada, exigindo enfoque integrado, multidisciplinar, equilibrado, amplo e baseado em evidências científicas.

James Laverty, adido do Drug Enforcement Administration, falou sobre o aumento do número de usuários de cocaína e a diminuição do preço da droga. Já a coordenadora de Programas Globais de Tratamento para Dependentes Químicos do UNODC, Elizabeth Saenz, também reforçou que o foco das ações deve estar nas pessoas. “Nosso papel é acompanhar os governos no sentido de proteger a vida dos seres humanos, proteger os direitos das pessoas que são afetadas pela dependência das drogas ou são vulneráveis a desenvolver um problema pelo uso das substâncias”, pontuou. O secretário nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, Quirino Cordeiro Junior, também participou da abertura do encontro.

O UNODC utiliza um manual de treinamento para orientar a criação de ações
eficazes de prevenção e tratamento do uso de drogas com base em evidências científicas. Essa ferramenta visa apoiar os Estados-membros no desenvolvimento de políticas, estratégias, programas e intervenções adequadas para prevenir o uso de drogas e aumentar a disponibilidade e acesso à rede de atendimento por parte de pessoas afetadas pelo uso de drogas e transtornos associados.

Desenvolvido especialmente para formuladores de políticas, o manual tem por objetivo melhorar o conhecimento, a compreensão e o alcance intersetorial do controle de substâncias psicoativas e, assim, melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas.