UNODC e Panamá lançam programa para intensificar segurança marítima na América Central

O Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC) e o Panamá lançaram na semana passada um programa comum destinado a impedir que mercadorias ilícitas e falsificadas entrem no mercado através de portos marítimos.

Camisas de grife falsificadas. Foto: UN.Em um esforço para intensificar a segurança marítima na América Central, o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC) e o Panamá lançaram na semana passada um programa comum destinado a impedir que mercadorias ilícitas e falsificadas entrem no mercado através de portos marítimos.

O programa inclui o lançamento, pelo UNODC, do Centro de Excelência em Segurança Marítima na Cidade do Panamá; e a abertura de um escritório regional para a América Central, Cuba e República Dominicana, com apoio financeiro do governo panamenho.

O centro vai ajudar a identificar ameaças à segurança marítima e servir como uma fonte de conhecimentos, formação, recolha e análise de dados. O novo centro operacional do UNODC na cidade do Panamá também vai permitir à organização fornecer serviços de aconselhamento mais eficazes aos países da região.

O fluxo de drogas dos países andinos para a América do Norte é uma preocupação central. “70% dos crimes na América Central estão diretamente ligados ao tráfico de drogas”, disse o vice-presidente e chanceler panamenho, Juan Carlos Varela. “Este enfoque reforçado na segurança marítima ajudará os governos da região a enfrentarem a ameaça comum do crime organizado”.

A maior parte do comércio mundial é realizado em contêineres, o que significa que eles são também as principais formas de entrega de mercadorias ilícitas, disse o vice-diretor executivo e diretor do UNODC durante uma visita ao porto de Balboa, no Panamá. “Uma melhor segurança dos contêineres pode aumentar os riscos e reduzir os benefícios para o crime organizado”, disse Maertens.

Menos de 2% dos 420 milhões de contêineres utilizados globalmente a cada ano são inspecionados, criando grandes oportunidades para os traficantes e contrabandistas para esconder a carga ilícita, de acordo com o UNODC. Melhorar a segurança dos contêineres nos portos do Panamá é uma prioridade, já que mais de 11 milhões de contêineres passam pelo Canal do Panamá anualmente.

Desde que ingressou no Programa de Controle de Contêineres no ano passado, o Panamá tem aumentado significativamente o número de apreensões de mercadorias ilegais escondidas em contêineres. “Graças à melhorias na inteligência e na difusão de informações, em apenas sete meses as autoridades panamenhas conseguiram confiscar 146 contêineres que transportavam drogas e mercadorias falsificadas, correspondentes a mais de 20 milhões de dólares”, concluiu Maertens.

Métodos de camuflagem altamente sofisticados são parte do problema, mas os agentes da lei nos portos são frequentemente prejudicados pela desconfiança interinstitucional, corrupção, pelos complexos processos portuários, pela falta de recursos e por condições perigosas.


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