UNODC e governo federal estudam parceria para combate ao cultivo de drogas na fronteira amazônica

Com o objetivo de impulsionar iniciativas de combate ao cultivo e ao tráfico de drogas na fronteira amazônica, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), do Ministério da Defesa, recebeu na quarta-feira (17), em Brasília (DF), representantes do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

“Os escritórios do UNODC no Peru, na Colômbia e na Bolívia têm uma expertise muito grande no monitoramento do cultivo de substâncias ilícitas e podem auxiliar o CENSIPAM na análise e no cruzamento de informações”, disse o coordenador da Unidade de Estado de Direito do UNODC, Nívio Nascimento.

“Essa é uma situação que não se enfrenta de maneira isolada. É preciso unir forças com os vizinhos amazônicos para o enfrentamento desse problema e entender a economia da droga”, acrescentou.

Brasil foi o país não europeu mais mencionado como saída de carregamentos de cocaína durante o período de 2009-2014. Foto: EBC

Brasil foi o país não europeu mais mencionado como saída de carregamentos de cocaína durante o período de 2009-2014. Foto: EBC

Com o objetivo de impulsionar iniciativas de combate ao cultivo e ao tráfico de drogas na fronteira amazônica, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), do Ministério da Defesa, recebeu na quarta-feira (17), em Brasília (DF), representantes do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O CENSIPAM busca desenvolver um sistema que detecte o plantio de substâncias ilícitas por meio de imagens de satélite com radar de abertura sintética (SAR). A tecnologia consegue captar imagens de terreno através das nuvens e pode ser utilizada durante o dia e a noite.

A partir dos conhecimentos do CENSIPAM no uso de imagens SAR, estão sendo fomentados projetos de pesquisa em parceria com instituições de ensino para desenvolver tecnologia de detecção de cultivos irregulares.

O diretor-geral do órgão, José Hugo Volkmer, afirmou que a instituição deve focar esforços no combate a atividades ilícitas na Amazônia. “A detecção automática das áreas de plantio de coca e maconha são prioridades para nós. Estamos desenvolvendo projetos nessa área e buscamos parceiros que possam colaborar com este trabalho”, disse.

“Os escritórios do UNODC no Peru, na Colômbia e na Bolívia têm uma expertise muito grande no monitoramento do cultivo de substâncias ilícitas e podem auxiliar o CENSIPAM na análise e no cruzamento de informações”, disse o coordenador da Unidade de Estado de Direito do UNODC, Nívio Nascimento.

“Essa é uma situação que não se enfrenta de maneira isolada. É preciso unir forças com os vizinhos amazônicos para o enfrentamento desse problema e entender a economia da droga”, acrescentou.

Sobre o UNODC

O UNODC é a agência das Nações Unidas com mandato de apoiar os países na implementação das três convenções da ONU sobre drogas, além das convenções contra o crime organizado transnacional e contra a corrupção.

Baseado nas convenções sobre drogas, o UNODC ajuda os Estados-membros a desenvolver legislações nacionais, além de respostas ao uso problemático de drogas e suas consequências adversas à saúde, por meio da implementação de ações de prevenção e da oferta de uma rede de serviços integrada de atenção e assistência, com base em evidências científicas, no respeito aos direitos humanos e em padrões éticos.

Sobre o CENSIPAM

Criado em 17 de abril de 2002 e vinculado ao Ministério da Defesa, o CENSIPAM tem a missão de integrar informações e gerar conhecimento atualizado para articulação, planejamento e coordenação de ações globais de governo na Amazônia Legal Brasileira, visando à proteção, à inclusão social e ao desenvolvimento sustentável da região.

O CENSIPAM é o órgão responsável pela gestão do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), que é formado por vários órgãos governamentais atuando em parceria na Amazônia. Cabe ao CENSIPAM propor, acompanhar, implementar e executar políticas, diretrizes e ações voltadas ao SIPAM, aprovadas e definidas no Conselho Deliberativo do Sistema de Proteção da Amazônia (CONSIPAM), instituído em 2002, vinculado à Presidência da República.


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