UNODC dá seguimento à parceria com centro do sistema de proteção da Amazônia

Representantes do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) foram recebidos na semana passada (12), na sede do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) em Brasília (DF) para uma reunião técnica com o objetivo de dar seguimento à formalização da parceria entre as duas instituições para o combate ao cultivo de drogas na Amazônia.

Para o coordenador da unidade de Estado de Direito e oficial encarregado do UNODC, Nívio Nascimento, o cenário de cultivo de drogas ilícitas na região amazônica exige resposta integrada com órgãos de governo, sendo necessário saber quais outras atividades ilegais estão sendo realizadas na região e quais são as organizações criminosas atuantes.

Japurá (AM), região amazônica próxima à fronteira com a Colômbia. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Japurá (AM), região amazônica próxima à fronteira com a Colômbia. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Representantes do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) foram recebidos na semana passada (12), na sede do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) em Brasília (DF) para uma reunião técnica com o objetivo de dar seguimento à formalização da parceria entre as duas instituições para o combate ao cultivo de drogas na Amazônia.

Para o coordenador da unidade de Estado de Direito e oficial encarregado do UNODC, Nívio Nascimento, o cenário de cultivo de drogas ilícitas na região amazônica exige resposta integrada com órgãos de governo, sendo necessário saber quais outras atividades ilegais estão sendo realizadas na região e quais são as organizações criminosas atuantes.

Segundo Nascimento, o UNODC é guardião das três convenções internacionais sobre drogas e possui experiência na coleta, no processamento e na padronização de dados e informações. “O escritório do UNODC na Colômbia, em especial, é referência mundial no monitoramento de cultivos ilícitos”, afirmou.

Nascimento citou ainda outras possibilidades de cooperação como, por exemplo, o desenvolvimento de algoritmos capazes de reconhecer a produção de coca em terrenos de baixa latitude; o mapeamento de redes criminosas e mercados que ocorrem em conjunto ao plantio de ilícitos; o protocolo de atuação integrado com instituições e agentes envolvidos; as missões de troca de conhecimento com os escritórios do UNODC na região (Colômbia, Peru e México).

A parceria deverá ser formalizada por meio da assinatura de um memorando de entendimento, prevista para novembro.

A reunião contou também com a presença do coordenador geral de inteligência do CENSIPAM, Raimundo Camargos, do diretor de Produtos do CENSIPAM, Péricles Cardim, do especialista em monitoramento e avaliação do UNODC, Vinícius Couto, e do assistente sênior de programa do UNODC, Rodrigo Araujo.

Também participaram Carlos Brito e Ângela Rodrigues, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e técnicos do escritório do CENSIMPAM de Manaus (AM), remotamente. Também estiveram presentes o chefe do Setor de Inteligência, Sandro Sales, o analista de monitoramento, Ulisses Vieira, o analista de integração, José Alves Júnior e o analista do Setor de Inteligência, Jean Carlos Dias.