UNICEF teve em 2017 maior gasto da história com suprimentos para crises humanitárias no mundo

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Fome, seca, conflitos e desnutrição ameaçaram a sobrevivência de milhões em 2017. Diante desse cenário, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) gastou mais de 500 milhões de dólares para fornecer suprimentos emergenciais vitais para crianças com necessidade urgente de assistência. Esse é o maior gasto da história da agência em suprimentos para crises humanitárias.

No total, o UNICEF adquiriu 3,46 bilhões de dólares em suprimentos e serviços para crianças em 150 países e regiões no ano passado.

A maioria dos suprimentos de emergência foi para os refugiados rohingyas em Bangladesh e para o Iêmen, o Chifre da África, a Síria, a região do Lago Chade e o Sudão do Sul.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox’s Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

Fome, seca, conflitos e desnutrição ameaçaram a sobrevivência de milhões em 2017. Diante desse cenário, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) gastou mais de 500 milhões de dólares para fornecer suprimentos emergenciais vitais para crianças com necessidade urgente de assistência. Esse é o maior gasto da história da agência em suprimentos para crises humanitárias.

No ano passado, a seca e os conflitos armados devastaram a vida das crianças no Sudão do Sul, no Iêmen, na Somália e no nordeste da Nigéria. Cerca de 22 milhões de crianças ficaram com fome, doentes, deslocadas e fora da escola nesses quatro países.

Quase 1,4 milhão estavam em risco iminente de morte por desnutrição severa. Em resposta, o UNICEF enviou 122,4 milhões de dólares em produtos nutricionais, incluindo alimentos terapêuticos prontos para o consumo, leite, biscoitos de alta energia e equipamentos antropométricos para pesar e medir crianças.

No Chifre da África, onde as secas exacerbaram uma crise nutricional em grande escala, o UNICEF forneceu quase um quarto do seu alimento terapêutico global para salvar centenas de milhares de crianças afetadas pela desnutrição aguda. Mais da metade desse produto foi fabricado por fornecedores locais em países onde o UNICEF tem programas de nutrição, o que ajudou a melhorar a eficiência e a apoiar os mercados locais.

Além de suprimentos relacionados à nutrição, o UNICEF enviou suprimentos vitais de água e saneamento, vacinas e produtos farmacêuticos, bem como itens de educação e vestuário para crianças e famílias apanhadas ou deslocadas por conflitos, desastres naturais e outras crises em 61 países.

A maioria dos suprimentos de emergência foi para os refugiados rohingyas em Bangladesh e para o Iêmen, o Chifre da África, a Síria, a região do Lago Chade e o Sudão do Sul.

Serviços de logística foram rapidamente implementados para os refugiados rohingyas em Bangladesh, enquanto suprimentos de água, saneamento e saúde foram entregues para lidar com surtos simultâneos de cólera em todo o mundo.

Somente no Iêmen, onde quase 22 milhões de pessoas foram afetadas pela insegurança alimentar e por um sistema de saúde em ruínas, o UNICEF forneceu mais de 900 milhões de comprimidos de purificação de água, 1,8 mil kits para tratamento da diarreia aquosa aguda e 33 milhões de doses de vacinas.

Em 2017, o UNICEF e seus parceiros também reduziram substancialmente os preços das vacinas, graças aos esforços para influenciar os mercados. Pela primeira vez, uma rodada completa de vacinas para uma criança com menos de 1 ano de idade está disponível por menos de 18 dólares para países de baixa renda – abaixo do preço de 2013 de 24,46 dólares.

No total, o UNICEF adquiriu 3,46 bilhões de dólares em suprimentos e serviços para crianças em 150 países e regiões no ano passado.


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