UNICEF promove bate-papo com gestantes em Belém sobre riscos da sífilis na gravidez

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a prefeitura municipal de Belém (PA) promoveram nesta quarta-feira (17) na capital paraense um bate-papo com gestantes sobre a sífilis, com o objetivo de lembrar o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, que ocorre no terceiro sábado de outubro (20).

Nesta quarta-feira, a conversa ocorreu com adolescentes gestantes e seus parceiros. No dia 26, será a vez das gestantes adultas e seus parceiros. A proposta é identificar os mitos sobre a doença e poder orientar sobre os riscos que ela representa tanto para os pais como para o bebê.

Evento do UNICEF teve como objetivo informar gestantes e seus parceiros sobre a sífilis, que pode causar sérios danos ao bebê. . Foto: PEXELS

Evento do UNICEF teve como objetivo informar gestantes e seus parceiros sobre a sífilis, que pode causar sérios danos ao bebê. . Foto: PEXELS

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a prefeitura municipal de Belém (PA) promoveram nesta quarta-feira (17) na capital paraense um bate-papo com gestantes sobre a sífilis, com o objetivo de lembrar o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, que ocorre no terceiro sábado de outubro (20).

Nesta quarta-feira, a conversa ocorreu com adolescentes gestantes e seus parceiros. No dia 26, será a vez das gestantes adultas e seus parceiros. A proposta é identificar os mitos sobre a doença e poder orientar sobre os riscos que ela representa tanto para os pais como para o bebê. Também serão abordadas formas de prevenção e a importância de fazer o tratamento corretamente.

A ação faz parte da Plataforma de Centros Urbanos (PCU), uma iniciativa do UNICEF com a prefeitura municipal de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, voltada para a redução das desigualdades nas grandes cidades.

Uma das agendas da PCU é a valorização da primeira infância, sendo a realização do pré-natal de qualidade uma das agendas prioritárias, pois ele possibilita o enfrentamento, entre outros, da ocorrência de sífilis congênita.

Sífilis congênita

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) curável, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar vários estágios, sendo que, no primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou para a criança durante a gestação ou parto.

A sífilis congênita, por sua vez, ocorre com infecção do feto pelo Treponema pallidum, pela placenta da gestante. Pode causar aborto espontâneo, nascimento de feto morto ou morte dias após o parto. Além disso, pode causar malformação, gerando diversas lesões nos órgãos.

Dados

O Ministério da Saúde controla as informações sobre sífilis e as acompanha intensamente desde 2005. Nos últimos 13 anos, houve crescimento dos casos. Em 2015, 265 gestantes foram diagnosticadas com a infecção na capital paraense. No ano seguinte, foram 263 casos. Em Belém, foram 145 casos de sífilis congênita em 2015, sendo sua taxa de incidência (em menores de 1 ano) de 6,8 por mil nascidos vivos. Já em 2016, foram 165 ocorrências.

Os dados de 2016 mostram que 83,3% das gestantes com sífilis em Belém estavam na faixa etária entre 15 e 29 anos. Outro dado preocupante é que mais da metade (51%) das gestantes que foram diagnosticadas com sífilis só descobriu que estava com a doença na reta final da gestação, ou seja, com risco de o bebê ter desenvolvido diversas malformações.

Ainda há outro dado negativo a ser destacado: em 63,9% dos casos de sífilis congênita, as mães realizaram pré-natal e, mesmo assim, o bebê nasceu com a doença.