UNICEF presta ajuda para vítima de assédio sexual na República Centro-Africana

Alegações sobre abuso e exploração sexual por parte das forças de paz da ONU em serviço da Missão no país foram reveladas pela Anistia Internacional na semana passada.

MINUSCA em patrulha na capital da República Centro-Africana, Bangui. Foto: ONU/ Catianne Tijerina

MINUSCA em patrulha na capital da República Centro-Africana, Bangui. Foto: ONU/ Catianne Tijerina

A equipe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) se reuniu com uma jovem na República Centro-Africana que teria sido estuprada por um agente da polícia da ONU, anunciou neste domingo (16) o diretor executivo da agência Anthony Lake. Na ocasião, explicou que o UNICEF está fornecendo a vítima toda a ajuda possível, incluindo assistência médica e apoio para lidar com o impacto psicológico desse trauma.

O anúncio acontece após uma enxurrada de ações nos níveis mais altos das Nações Unidas, após as alegações de abuso e exploração sexual pelas forças de paz da ONU em serviço da Missão de Estabilização Multidimensional Integrada na República Centro-Africana (MINUSCA) serem reveladas na semana passada pelo grupo de direitos humanos Anistia Internacional.

Na sequência das revelações, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, prometeu uma ação decisiva e imediatamente anunciou que havia aceitado a renúncia do chefe da MINUSCA, Babacar Gaye, e marcou uma reunião urgente com os chefes de todas as operações de paz das Nações Unidas e das Forças de Comando, assim como uma sessão especial a portas fechadas do Conselho de Segurança sobre o assunto.

Ban Ki-moon expressou aos membros do Conselho sua “angústia e vergonha sobre os relatórios de exploração sexual e do abuso de poder por forças da ONU, pela polícia ou pelos agentes civis”. Ele disse: “mesmo uma única alegação representa um sério ataque à nossa instituição. Devemos ter em mente o dano profundo causado para prosseguir de forma confiável os mandatos confiados a nós por este mesmo Conselho.”