UNICEF pede fim da ‘guerra contra crianças’ na Síria e no Iêmen

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Os ataques contra crianças em meio aos conflitos em andamento na Síria e no Iêmen devem ser imediatamente interrompidos, pediu na segunda-feira (13) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em comunicado com palavras firmes, o UNICEF apontou que, desde domingo (12), 28 crianças foram assassinadas em Idlib e no oeste de Alepo, no norte da Síria. Estes últimos incidentes ocorrem após a morte de 21 crianças no Iêmen na semana passada, quando um ônibus escolar foi atingido durante um ataque aéreo.

A escalada das hostilidades no sudoeste da Síria representa um perigo para cerca de 750 mil pessoas — quase metade das quais são crianças. Foto: UNICEF/Al-Faqir

A escalada das hostilidades no sudoeste da Síria representa um perigo para cerca de 750 mil pessoas — quase metade das quais são crianças. Foto: UNICEF/Al-Faqir

Os ataques contra crianças em meio aos conflitos em andamento na Síria e no Iêmen devem ser imediatamente interrompidos, pediu na segunda-feira (13) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em comunicado com palavras firmes, o UNICEF apontou que, desde domingo (12), 28 crianças foram assassinadas em Idlib e no oeste de Alepo, no norte da Síria. O número de mortos inclui uma família de sete pessoas.

Além disso, três centros de saúde apoiados pelo UNICEF também foram atacados, dois dos quais estão agora fora de serviço.

“A guerra contra as crianças na Síria está colocando pelo menos 1 milhão delas em risco apenas em Idlib”, disse o comunicado, atribuível a Geert Cappelaere, diretor regional do UNICEF para o Oriente Médio e Norte da África.

Estes últimos incidentes ocorrem após a morte de 21 crianças no Iêmen na semana passada, quando um ônibus escolar foi atingido durante um ataque aéreo.

Para Juliet Touma, chefe de comunicação do UNICEF na região, esses atos representam uma escalada dos ataques contra crianças no país.

“Há obviamente uma guerra contra as crianças”, disse ela ao UN News, explicando que o conflito em curso significa que as crianças dos dois países estão sendo privadas de direitos básicos, como o acesso à saúde e à educação.

A crise na Síria começou há quase oito anos, com os civis continuando a “suportar o peso de um conflito marcado por um sofrimento incomparável, destruição e desrespeito pela vida humana”, segundo o escritório de assuntos humanitários da ONU, OCHA.

O UNICEF informou que mais de 5 milhões de crianças precisam de assistência humanitária, sendo quase metade obrigada a fugir de suas casas.

Enquanto isso, o escritório de assuntos humanitários da ONU disse que três anos de guerra no Iêmen fizeram com que quase dois terços da população do país passasse a demandar algum tipo de auxílio ou proteção para sobreviver.

“Em toda a região, há cerca de 30 milhões de crianças que precisam de assistência humanitária”, disse Touma, referindo-se também à situação em locais como Líbia, Sudão e Território Palestino Ocupado.

“Então, as crianças estão sob ataque. Isso precisa acabar.”


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