UNICEF pede diálogo entre autoridades e estudantes de escolas ocupadas

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) emitiu nota na segunda-feira (31) na qual disse ser imprescindível o diálogo entre gestores de políticas de educação e estudantes das escolas públicas ocupadas por todo o Brasil, na busca por uma solução para suas reivindicações. Segundo a agência da ONU, é fundamental que haja respeito à Convenção sobre os Direitos da Criança e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nesse diálogo.

Ocupação de estudantes no Centro de Ensino Médio Elefante Branco, em Brasília. Foto: EBC/Marcelo Camargo.

Ocupação de estudantes no Centro de Ensino Médio Elefante Branco, em Brasília. Foto: EBC/Marcelo Camargo.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) emitiu nota na segunda-feira (31) na qual disse ser imprescindível o diálogo entre gestores de políticas de educação e estudantes das escolas públicas ocupadas por todo o Brasil, na busca por uma solução para suas reivindicações. Segundo a agência da ONU, é fundamental que haja respeito à Convenção sobre os Direitos da Criança e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nesse diálogo.

Estudantes de diversos estados brasileiros ocuparam escolas públicas em protesto à reforma do ensino médio apresentada pelo governo federal e à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê um teto de gastos públicos.

Leia abaixo a nota completa emitida pelo UNICEF:

O UNICEF considera imprescindível o diálogo dos gestores das políticas de educação com os estudantes em todas as questões que impactam a Educação, em especial para a busca de soluções para as reivindicações apresentadas nas ocupações de escolas públicas no Brasil.

É fundamental que haja respeito à Convenção sobre os Direitos da Criança, da qual o Brasil é signatário, e ao Estatuto da Criança e do Adolescente nesse diálogo. Vale recordar que esses marcos legais asseguram o direito à participação e o país tem o Estatuto da Juventude que assegura “a participação individual e coletiva do jovem em ações que contemplem a defesa dos direitos da juventude ou de temas afetos”.

Cabe ao Estado garantir que as negociações sejam conduzidas de modo a preservar a integridade, a dignidade e a proteção de todos os envolvidos, com transparência e clareza sobre o bem maior a preservar: a vida de cada pessoa e o seu direito inalienável à educação.


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