UNICEF e municípios se unem para trazer para a escola 2,8 milhões de crianças e adolescentes brasileiros

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Para inserir na rede de ensino crianças e adolescentes brasileiros que não estão na escola, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) criou a Busca Ativa Escolar, plataforma gratuita para ajudar municípios na identificação, matrícula e acompanhamento de jovens que não frequentavam mais o colégio. Iniciativa está sendo apresentada no 16º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, que teve início nesta terça-feira (8), em Fortaleza.

Para inserir na rede de ensino crianças e adolescentes brasileiros que não estão na escola, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) criou a Busca Ativa Escolar, plataforma gratuita para ajudar municípios na identificação, matrícula e acompanhamento de jovens que não frequentavam mais o colégio. Iniciativa está sendo apresentada no 16º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, que teve início nesta terça-feira (8), em Fortaleza.

No Brasil, 2,8 milhões de jovens de quatro a 17 anos não frequentam instituições de ensino, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2015. Desenvolvida em parceria com o Instituto TIM, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (CONGEMAS), a Busca Ativa quer reverter esse cenário.

“As causas da exclusão escolar são diversas e só podem ser resolvidas por meio de uma articulação intersetorial dentro de cada município, envolvendo as áreas de Educação, Saúde, Assistência Social, entre outras, e toda a comunidade. É isso que queremos com a Busca Ativa Escolar”, afirma o chefe da área de Educação do UNICEF no Brasil, Ítalo Dutra.

Até 11 de agosto, a plataforma será apresentada para mais de 1,2 mil gestores educacionais em Fortaleza.

“A plataforma foi criada em software livre. Ou seja, pode ser adotada gratuitamente por qualquer município, sem custo. Ela contribui para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e o enfrentamento da exclusão escolar utilizando Tecnologias da Informação e Comunicação”, explica o presidente do Instituto TIM, Manoel Horacio.

Sempre que um agente comunitário visita uma casa e identifica uma criança ou adolescente fora da escola, envia um alerta por SMS, pelo aplicativo ou pelo site. A população em geral também pode contribuir com alertas via telefone, ligando para 0800-729-2872. A partir dessas notificações, uma equipe intersetorial é acionada para entender as causas da exclusão e garantir a (re)matrícula e permanência do aluno na escola, com aprendizagem.

A proposta da Busca Ativa é facilitar o trabalho que já vem sendo feito nas cidades brasileiras. “Além do PNE, os planos municipais de educação também preveem a realização da busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola. Nós, dirigentes municipais de Educação, precisamos saber quem são esses meninos e meninas, onde eles estão, e entender os motivos que os levaram a abandonar a escola”, defende o presidente da UNDIME, Alessio Costa Lima.

“Conseguimos envolver todas as áreas da Prefeitura de Campina Grande (PB) em prol das crianças e dos adolescentes. Os agentes de saúde tiveram papel fundamental no projeto, fazendo alertas precisos. Como o alerta vai diretamente para o grupo responsável, passamos a conseguir uma resposta mais imediata. Todos os casos localizados foram resolvidos e as crianças e os adolescentes estão hoje na escola”, conta a professora Iolanda Barbosa, dirigente municipal de Educação de Campina Grande, um dos oito municípios que participou do piloto da iniciativa, realizado em 2016.

A plataforma foi disponibilizada nacionalmente em junho de 2017. Em menos de dois meses, mais de 200 municípios já aderiram ao projeto. Conheça a Busca Ativa em buscaativaescolar.org.br.


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