UNICEF: número de mortes no Mediterrâneo Central aumenta quase 13 vezes em um ano

Pelo menos 1.354 migrantes e refugiados morreram afogados no Mediterrâneo de novembro de 2016 até o final de janeiro de 2017, um recorde de fatalidades. Entre as vítimas, estavam pelo menos 190 crianças.

A maioria dos falecimentos ocorreu na rota que passa pela região central do oceano e liga a Itália à Líbia. Foram 1.191 afogamentos, número quase 13 vezes maior que o registrado durante o mesmo período em 2015-2016.

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Mãe carrega um bebê após travessia no Mar Mediterrâneo. Foto: UNICEF/Romenzi

Pelo menos 1.354 migrantes e refugiados morreram afogados no Mediterrâneo de novembro de 2016 até o final de janeiro de 2017, um recorde de fatalidades. Entre as vítimas, estavam pelo menos 190 crianças. A maioria dos falecimentos ocorreu na rota que passa pela região central do oceano e liga a Itália à Líbia. Foram 1.191 afogamentos, número quase 13 vezes maior que o registrado durante o mesmo período em 2015-2016.

A conjuntura trágica levou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) a fazer um apelo aos líderes da União Europeia, que se reuniram em Malta, no início de fevereiro.

“O número crescente de crianças que morrem no mar assinala o enorme perigo da viagem do norte da África para a Itália, bem como a necessidade premente de os governos dos dois lados do Mediterrâneo fazerem mais para mantê-las seguras”, disse o diretor-executivo adjunto do UNICEF, Justin Forsyth.

Em seu comunicado, a agência da ONU pediu a líderes europeus que prevenissem a exploração e o tráfico de crianças; aderissem plenamente ao princípio da não devolução; investir recursos em programas de proteção infantil e centros de acolhimento e cuidados na Líbia; e investir também em programas de reassentamento e reagrupamento familiar.

O UNICEF alertou ainda que o inverno continua atingindo grande parte da Europa, o que torna a rota do Mediterrâneo Central e outras, como a do Egito, mais perigosas.

O organismo internacional mantém operações regulares ao longo das rotas de deslocamento, participando de resgates com parceiros e autoridades e também levando cuidados médicos, serviços de higiene, educação e água potável para crianças e adolescentes refugiados e migrantes.