UNICEF mobiliza municípios no combate ao Aedes aegypti

O Fundo da ONU para a Infância trabalha em conjunto com o Ministério da Saúde para levar informações relevantes mais rápido para a população. Para ajudar a prevenir a propagação das doenças associadas ao Aedes aegypti, o UNICEF preparou algumas recomendações.

Bombeiros ajudam a combater o foco de larvas do mosquito Aedes aegypti em áreas públicas de Brasília. Foto: Agência Brasília/Gabriel Jabur

Bombeiros ajudam a combater o foco de larvas do mosquito Aedes aegypti em áreas públicas de Brasília. Foto: Agência Brasília/Gabriel Jabur

O Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) divulgou nesta quarta-feira (20) que está trabalhando com o Ministério da Saúde na mobilização da população para a erradicação do Aedes aegypti, transmissor do vírus zika e de outras doenças. A parceria tem o objetivo de levar informações relevantes ao combate do mosquito e sobre como se prevenir mais rápido a todas as regiões do país.

O Brasil está em estado de alerta após um aumento expressivo dos casos de microcefalia em recém-nascidos, registrados principalmente na região Nordeste do País. Segundo o Ministério da Saúde, de meados de outubro até 16 de janeiro, foram registrados 3.893 casos. Infelizmente, a tendência aponta para o crescimento rápido desses números. Até 2014, a média histórica no Brasil havia sido de 156 casos de microcefalia por ano.

No total, foram notificados 49 óbitos por malformação congênita. Destes, cinco foram confirmados para a relação com o vírus zika, todos na região Nordeste, sendo um no Ceará e quatro no Rio Grande do Norte. Além desses casos, foi também divulgado o resultado da investigação laboratorial de um bebê com microcefalia em Minas Gerais, que teve a relação com o zika diagnosticada. Essa é então a sexta confirmação da relação da doença com o vírus. Esses resultados somam-se às demais evidências científicas obtidas em 2015 e reforçam a hipótese de relação entre a infecção pelo vírus zika e a ocorrência de microcefalia e outras malformações congênitas.

O vírus zika é transmitido pelo Aedes aegypti, vetor também da dengue e da chikungunya. Por isso, é importante que todos estejam cientes dos riscos, de como se prevenir e ajudar a eliminar o mosquito e seus criadouros.

Para ajudar a prevenir a propagação das doenças associadas ao Aedes aegypti, o UNICEF preparou algumas recomendações para a população. Entre as ações periódicas, cita:

• Verificar se a caixa d’água está bem tampada
•Deixar as lixeiras bem tampadas
•Colocar areia nos pratos de plantas
•Recolher e acondicionar o lixo do quintal
•Limpar as calhas
•Cobrir a piscina
•Tapar os ralos e baixar as tampas dos vasos sanitários
•Limpar a bandeja externa da geladeira
•Limpar e guardar as vasilhas dos bichos de estimação
•Limpar a bandeja coletora de água do ar-condicionado
•Cobrir bem a cisterna
•Cobrir bem todos os reservatórios de água

A limpeza não se restringe só às residências. É importante ficar atento a possíveis focos de água parada na escola, no trabalho e em outros locais frequentados diariamente.

Áreas de maior vulnerabilidade e prevenção

As áreas com mais focos do mosquito transmissor estão concentradas nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, mas quase todos os estados brasileiros possuem áreas de risco ou alerta para a presença do mosquito Aedes aegypti. Esses focos podem surgir por meio do acúmulo de lixo, armazenamento de água em cisternas e caixas d’água e pequenos reservatórios nas casas. É importante que a população esteja atenta, conheça as formas de cuidado e faça vistorias periódicas para eliminar recipientes que acumulam água parada.