UNICEF: milhares de crianças precisam de ajuda no Caribe, três meses após furacões

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Três meses após dois furacões de categoria 5 provocarem destruição no Caribe, milhares de crianças na região ainda precisam de apoio, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), na semana passada (13).

“Mesmo antes de os furacões atingirem a região, o UNICEF estava no terreno, trabalhando com governos e parceiros locais para preparar comunidades, fornecendo recursos humanitários para as áreas de maior risco”, disse Maria Cristina Perceval, diretora regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe.

Irmãos sentam em sofá do lado de fora de sua casa severamente destruída pelo furacão Irma nas Ilhas Turcas e Caicos. Foto: UNICEF/Moreno Gonzalez

Irmãos sentam em sofá do lado de fora de sua casa severamente destruída pelo furacão Irma nas Ilhas Turcas e Caicos. Foto: UNICEF/Moreno Gonzalez

Três meses após dois furacões de categoria 5 provocarem destruição no Caribe, milhares de crianças na região ainda precisam de apoio, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), na semana passada (13).

“Mesmo antes de os furacões atingirem a região, o UNICEF estava no terreno, trabalhando com governos e parceiros locais para preparar comunidades, fornecendo recursos humanitários para as áreas de maior risco”, disse Maria Cristina Perceval, diretora regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe.

“Isso incluiu suprimentos necessárias durante a resposta imediata, quando o acesso a água limpa, abrigo e serviços básicos eram escassos”, acrescentou.

O Irma, o furacão mais forte já registrado no Oceano Atlântico, causou danos consideráveis no Haiti e em Cuba. O furacão Maria causou danos adicionais na região, com o UNICEF estimando que, juntos, deixaram 350 mil crianças que precisam de ajuda humanitária.

“Três meses depois, o UNICEF ainda está no terreno nesses países e territórios, trabalhando em programas para apoiar crianças e famílias na reconstrução de suas vidas e retornar a uma sensação de normalidade”, acrescentou.

No entanto, continuam os desafios, com muitas das famílias mais vulneráveis ainda sentindo os efeitos das tempestades. Mais de 35% das crianças da Dominica — particularmente, aqueles em abrigos — ainda não estão matriculados em atividades educacionais, enquanto em Antígua e Barbuda muitas famílias permanecem em abrigos, incapazes de voltar para casa.

Trabalhando em colaboração com governos e organizações não governamentais, o UNICEF vem fornecendo alívio humanitário imediato e atuando para garantir a recuperação e a resiliência no longo prazo.

“Enquanto a vida está voltando ao normal para muitos, crianças e famílias que viveram essas tempestades precisarão de apoio comprometido e sustentado para recuperar suas casas, comunidades e retomar suas vidas”, afirmou Perceval.

O UNICEF e seus parceiros estão apoiando as comunidades através de programas voltados para recuperação e resiliência em Anguilla, Antígua e Barbuda, Ilhas Virgens Britânicas, Cuba, Dominica e Haiti.


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