UNICEF lança campanha para arrecadar R$ 10 milhões para enfrentar o coronavírus no Brasil

O UNICEF lançou, nesta quarta-feira (25), um apelo preliminar de R$ 10 milhões como resposta imediata à crise do coronavírus no Brasil. A campanha de captação de recursos tem como objetivo mitigar os impactos do coronavírus na vida de crianças e adolescentes mais vulneráveis.

Esta campanha faz parte de um apelo coordenado globalmente pelas Nações Unidas para arrecadar US$ 2 bilhões para combater a COVID-19 em 51 países. Os recursos serão usados para proteger, em especial, os mais vulneráveis.

 

 Apelo para arrecadar recursos visa proteger crianças e adolescentes mais vulneráveis. Foto: Hiller/UNICEF

Apelo para arrecadar recursos visa proteger crianças e adolescentes mais vulneráveis. Foto: Hiller/UNICEF

O UNICEF lançou, nesta quarta-feira (25), um apelo preliminar de R$ 10 milhões como resposta imediata à crise do coronavírus no Brasil. A campanha de captação de recursos tem como objetivo mitigar os impactos do coronavírus na vida de crianças e adolescentes mais vulneráveis.

Esta campanha faz parte de um apelo coordenado globalmente pelas Nações Unidas para arrecadar US$ 2 bilhões para combater a COVID-19 em 51 países. Os recursos serão usados para proteger, em especial, os mais vulneráveis.

O apelo faz parte de plano global de resposta humanitária ao coronavírus, lançado nesta quarta-feira (25) pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em Nova Iorque. “A COVID-19 está ameaçando toda a humanidade – e, portanto, toda a humanidade deve reagir. As respostas individuais de cada país não serão suficientes”, afirmou o secretário-geral.

Embora crianças e adolescentes não sejam os mais afetados pelo coronavírus diretamente, como em todas as emergências e crises humanitárias, são eles os que mais sofrem de maneira indireta. Segundo a diretora executiva do UNICEF, Henrietta H. Fore, “as crianças são as vítimas ocultas da pandemia da COVID-19”.

Os isolamentos sociais e o fechamento das escolas estão afetando a educação, a saúde mental e o acesso a serviços básicos de saúde. Os riscos de exploração, abuso e violência são maiores do que nunca para meninas e meninos. A pobreza pode aumentar, deixando-os ainda mais expostos.

A representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer, explica que o UNICEF já vem trabalhando em diferentes frentes, como a disseminação de informações confiáveis à população e a busca por soluções para que crianças possam aprender em casa. “Com o agravamento da crise, estamos ampliando nossos esforços, com foco nas populações mais vulneráveis: crianças e adolescentes pobres, moradores de periferias e favelas das grandes capitais, moradores de municípios menores e mais pobres na Amazônia e no Semiárido, e migrantes”, disse.

“Estamos diante de um desafio mundial e sem precedente, e é urgente aumentar nossos esforços! Por isso, agradecemos a quem já nos apoia. E fazemos um apelo a todos os brasileiros – pessoas físicas, empresas e parceiros: ajudem-nos a vencer o coronavírus e proteger os que mais precisam do UNICEF agora”, concluiu a representante do UNICEF no Brasil.

A resposta do UNICEF ao coronavírus inclui, entre outras iniciativas:

– Reduzir a propagação do coronavírus por meio da divulgação de medidas de prevenção e de informação correta e confiável à população, incluindo áreas remotas, favelas e comunidades, municípios do interior e migrantes. Combater as “fake news”.

– Trabalhar com governos nos níveis federal, estadual e municipal, empresas e sociedade civil para mitigar o impacto da crise e garantir a continuidade dos serviços, adaptados à nova realidade, garantindo:
Acesso à saúde para mulheres, crianças e comunidades vulneráveis;
Acesso à educação, mesmo que online ou via rádio e televisão;
Acesso aos serviços sociais (em particular os Conselhos Tutelares e Cras) e prevenção da violência contra a criança que pode aumentar nesse contexto;
Acesso à proteção social e, em particular, ao Bolsa Família;
Apoio para saúde mental, envolvimento e participação dos adolescentes.

– Fornecer suprimentos médicos e de saúde e higiene para lugares e populações em situação crítica, em parceria com setor privado.

– Trabalhar com a Operação Acolhida em medidas imediatas de prevenção, saúde, educação no contexto da crise migratória venezuelana, com foco em crianças e adolescentes migrantes, especialmente em Roraima.

– Monitorar de perto o impacto primário e secundário do surto de Covid-19 no Brasil, produzindo dados para apoiar políticas públicas e ações emergenciais.

Agências da ONU lançam apelo global

O pedido brasileiro faz parte de plano coordenado globalmente de resposta humanitária para combater a COVID-19 em 51 países. A campanha visa arrecadar US$ 2 bilhões.

A resposta humanitária planeja:
– fornecer equipamento de laboratório essencial para testar o vírus e suprimentos médicos para tratar pessoas;
– instalar estações de lavagem de mãos em acampamentos e assentamentos;
– lançar campanhas de informação pública sobre como proteger a si e aos outros do vírus;
– estabelecer pontes e hubs aéreos em toda a África, Ásia e América Latina para levar trabalhadores humanitários e suprimentos aonde quer que eles sejam mais necessários.

O Plano reune campanhas de arrecadação de recursos da Organização Mundial da Saúde (OMS), do UNICEF, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONU-Habitat, da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), e do Programa Mundial de Alimentos (WFP).

Saiba mais sobre o Plano Global de Resposta Humanitária à COVID-19.