UNICEF: guerra na Síria matou mais de 30 crianças desde dezembro

Pelo menos 32 crianças — entre elas 11 bebês — morreram na Síria desde dezembro de 2018 até o final de janeiro, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Segundo a agência, ao longo do mês passado, conflitos em torno do distrito de Hajin, no leste do território sírio, provocaram o deslocamento de quase 23 mil pessoas — a maioria mulheres e crianças — para o campo de Al-Hol, a 300 km de distância.

Crianças e suas famílias levam os poucos pertences que conseguiram trazer consigo enquanto se preparam para deixar a aldeia de Baghoz, no distrito de Hajin, no leste da província de Deir-ez-Zor. O grupo fará uma peregrinação em busca de segurança no campo de Al-Hol, 300 km ao norte de onde estão. Foto: UNICEF/Delil Souleiman

Crianças e suas famílias levam os poucos pertences que conseguiram trazer consigo enquanto se preparam para deixar a aldeia de Baghoz, no distrito de Hajin, no leste da província de Deir-ez-Zor. O grupo fará uma peregrinação em busca de segurança no campo de Al-Hol, 300 km ao norte de onde estão. Foto: UNICEF/Delil Souleiman

Pelo menos 32 crianças — entre elas 11 bebês — morreram na Síria desde dezembro de 2018 até o final de janeiro, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Segundo a agência, ao longo do mês passado, conflitos em torno do distrito de Hajin, no leste do território sírio, provocaram o deslocamento de quase 23 mil pessoas — a maioria mulheres e crianças — para o campo de Al-Hol, a 300 km de distância.

Em pronunciamento na quinta-feira passada (31), a chefe do UNICEF, Henrietta Fore, explicou que essa população chegou ao acampamento “extremamente exaurida, após uma jornada de três dias em condições severas de inverno no deserto, com pouca comida ou abrigo ao longo do caminho”. Nos últimos três dias de janeiro, mais de 5 mil pessoas foram recebidas em Al-Hol.

“A falta de segurança fez com que o acesso humanitário às crianças a caminho da área de triagem do acampamento fosse praticamente impossível. A jornada difícil, o clima frio e os longos períodos de espera nos centros de triagem, onde as famílias esperam algumas vezes por dias, supostamente contribuíram para a morte de pelo menos 29 crianças – incluindo 11 bebês apenas nos últimos dois dias”, explicou Henrietta.

O Fundo das Nações Unidas também recebeu notícias de que confrontos em Ma’arat al-Nu’man, em Idlib, no noroeste da Síria, mataram três crianças. Um professor que trabalhava para uma instituição parceira do UNICEF e o seu filho foram mortos. Os conflitos danificaram seriamente uma escola e um centro comunitário para crianças.

Não há desculpas: as crianças
não são e nunca devem
ser alvo de violência.

“As partes envolvidas no conflito mostraram um duro desrespeito pelas leis de guerra. O UNICEF pede novamente aos que estão no combate para que mantenham as crianças fora de perigo, mesmo em áreas de conflito ativo. Não há desculpas: as crianças não são e nunca devem ser alvo de violência”, enfatizou a chefe do organismo da ONU.

A agência internacional está ajudando crianças e mães que fogem dos combates em Hajin com cobertores, roupas de inverno, comida, água, serviços de saúde e nutrição. O UNICEF também oferece espaços apropriados para os jovens, além de serviços de proteção infantil e de reagrupamento familiar.

Em Idlib, o fundo e seus parceiros continuam a fornecer suprimentos e serviços vitais para os meninos, meninas e seus parentes.

“O UNICEF apela a todas as partes envolvidas no conflito para que facilitem o acesso humanitário seguro, livre e duradouro a todas as crianças necessitadas”, completou Henrietta.


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