Em agosto UNICEF envia mil toneladas de suprimentos, na maior operação de ajuda da história

A agência da ONU conseguiu enviar mil toneladas de suprimentos para salvar as crianças envolvidas nas crises do Iraque, Libéria, Sudão do Sul, República Centro-Africana, Gaza e Síria.

Um jato jumbo em Copenhague, Dinamarca, que levará os suprimentos do UNICEF. Foto: UNICEF

Um jato jumbo em Copenhague, Dinamarca, que levará os suprimentos do UNICEF. Foto: UNICEF

Neste mês de agosto, o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) enviou mil toneladas de suprimentos para as salvar as crianças envolvidas nas crises mais urgentes do mundo, tornando-se a maior operação de ajuda de emergência da história do UNICEF em um mês. Segundo a agência, manter esses corredores humanitários abertos nesse momento é vital para entregar suprimentos a crianças que necessitam essa ajuda desesperadamente.

A diretora de Operações de Abastecimento e Logística do UNICEF, Shanelle Hall, disse que devido ao surto do vírus ebola na África Ocidental e a crise no Iraque, o UNICEF fretou vários voos para enviar cargas de suprimentos de emergência no mês de agosto. Em apenas 27 dias, o centro de abastecimento do UNICEF em Copenhague já enviou 33 cargas de emergência para as regiões mais problemáticas do mundo.

Somente o Iraque recebeu 500 toneladas de ração alimentar, água, materiais de saúde, tendas e outros suprimentos. Já a Libéria recebeu 248 toneladas de materiais para deter a expansão do Ebola. O Sudão do Sul e a República Centro-Africana receberam 34 toneladas e 26 toneladas, respectivamente, de suprimentos para ajudar os mais vulneráveis. Gaza também recebeu 3,5 toneladas de suprimentos e a Síria 89 toneladas.

“Estas ações massivas pelo UNICEF responde as grandes e diferentes necessidades em vários países ao mesmo tempo”, disse Hall. “Diante de várias crises dessa magnitude, as crianças devem vir em primeiro lugar e o UNICEF está empenhado em continuar neste rumo. Enquanto as crianças precisarem vamos continuar a realizar estas operações de fornecimento urgentes, complexas e vastas”, acrescentou.