UNICEF: em países de renda alta, 20% das crianças vivem na pobreza

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Em países ricos, uma em cada cinco crianças vive na pobreza e uma em cada oito passa fome. É o que revela o primeiro relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) que aborda a situação de meninos, meninas e jovens em 41 nações de alta renda e que avalia o cumprimento dos principais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) associados ao bem-estar infanto-juvenil.

UNICEF alerta que progresso e riqueza em países de renda mais alta não se traduzem automaticamente em ganhos para todas as crianças. Foto: UNICEF

UNICEF alerta que progresso e riqueza em países de renda mais alta não se traduzem automaticamente em ganhos para todas as crianças. Foto: UNICEF

Em países ricos, uma em cada cinco crianças vive na pobreza e uma em cada oito passa fome. É o que revela o primeiro relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) que aborda a situação de meninos, meninas e jovens em 41 nações de alta renda e o cumprimento dos principais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) associados ao bem-estar infanto-juvenil.

“Rendas mais altas não levam automaticamente a resultados melhores para todas as crianças e podem, na verdade, aprofundar desigualdades. Governos em todos os países precisam agir para garantir que as lacunas sejam reduzidas e que seja feito progresso para alcançar os ODS para as crianças”, defendeu Sarah Cook, a diretora do Centro de Pesquisa Innocenti, do UNICEF, durante a divulgação do documento na semana passada (15).

O levantamento da agência das Nações Unidas aponta que pobreza e fome, embora sejam identificadas em todos os países, não afetam crianças de nações com salários mais altos na mesma proporção. Na Dinamarca, Islândia e Noruega, 10% da meninas e meninos vivem na miséria. O número sobre para algo em torno de 30% quando considerados países como Israel e Romênia.

Já a insegurança alimentar — ou falta de comida — afeta 20% das crianças no Reino Unido e nos Estados Unidas e uma em cada três no México e na Turquia.

Sobre a saúde do público infanto-juvenil, o UNICEF destaca que, no geral, taxas de mortalidade neonatal, suicídio adolescente, gravidez na adolescência e alcoolismo têm registrado quedas. Todavia, o organismo internacional alerta que um em cada quatro adolescentes relata ter dois ou mais problemas de saúde mental mais de uma vez por semana.

A respeito da educação fornecida por países de alta renda, incluindo Japão e Finlândia, a agência da ONU detalha que 20% dos estudantes de 15 anos de idade não alcançam os níveis mínimos de proficiência em leitura, matemática e ciência.

Acesse o relatório clicando aqui.


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