UNICEF e União Europeia lançam campanha sobre educação em zonas de crises

Por meio da hashtag #EmergencyLessons, campanha quer inspirar os mais jovens a se mobilizar em nome de milhões de crianças e adolescentes cuja educação foi interrompida por situações de emergência. Quase um quarto das crianças em idade escolar do mundo – 462 milhões – vive em 35 países afetados por crises.

Um grupo de crianças em uma sala de aula na Guiné, em julho de 2015. Foto: UNICEF/Hyams

Um grupo de crianças em uma sala de aula na Guiné, em julho de 2015. Foto: UNICEF/Hyams

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a União Europeia (UE) anunciaram no mês de maio o lançamento de uma nova campanha de sensibilização com o objetivo de alcançar 20 milhões de europeus.

Veiculada através das mídias sociais, a campanha destaca a importância da educação para as crianças afetadas por crises, guerras e desastres naturais.

A campanha, que utiliza a hashtag #EmergencyLessons, é voltada para pessoas com 25 anos ou menos em países como Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Eslovênia, Eslováquia e Reino Unido, e quer inspirá-las a se mobilizar em nome de milhões de crianças e adolescentes cuja educação foi interrompida por situações de emergência.

“Quem sabe melhor do que os jovens que seus futuros dependem do que eles aprendem hoje? Quem melhor do que eles para exigir que o mundo lhes proporcione as habilidades necessárias para construir um mundo melhor? Seu futuro, e o nosso, depende deles”, afirmou o diretor-executivo da UNICEF, Anthony Lake.

A campanha se baseia em experiências da vida real de crianças que vivem em situação de emergência em países como Guiné, Iraque, Nepal e Ucrânia. Ao longo dos próximos sete meses as suas histórias serão compartilhadas nas redes sociais através da hashtag #EmergencyLessons.

A entidade destacou que quase um quarto das crianças em idade escolar do mundo – 462 milhões – vive em 35 países afetados por crises, incluindo um número estimado de 75 milhões de crianças que estão necessitando desesperadamente de apoio educacional.

Além de perder a educação e os benefícios que ela produz para eles e para suas sociedades, as crianças que não frequentam a escola são mais vulneráveis ao abuso, à exploração e ao recrutamento pelas forças armadas.

O UNICEF observou que a campanha também celebra outros benefícios de se ir à escola, como as amizades, os professores que apoiam as crianças que passaram por traumas e a estabilidade encontrada na rotina de frequentar as aulas.