UNICEF e parceiros discutem ações para melhorar água e saneamento para venezuelanos em Roraima

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e seus parceiros em Roraima realizaram na semana passada (23) uma reunião para discutir as necessidades de água, saneamento e higiene dos imigrantes venezuelanos abrigados no estado.

Agentes governamentais, não governamentais e agências do Sistema ONU que atuam dentro dos abrigos conversaram sobre os principais problemas envolvendo água, saneamento e higiene nas moradias coletivas e receberam orientações de Martin Ede, especialista no tema.

Em Roraima, venezuelanos passam por avaliação médica antes de seguir para outras cidades brasileiras - Foto: OIM

Em Roraima, venezuelanos passam por avaliação médica antes de seguir para outras cidades brasileiras. Foto: OIM

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e seus parceiros em Roraima realizaram na semana passada (23) uma reunião para discutir as necessidades de água, saneamento e higiene (Wash, na sigla em inglês) dos imigrantes venezuelanos abrigados no estado.

Agentes governamentais, não governamentais e agências do Sistema ONU que atuam dentro dos abrigos conversaram sobre os principais problemas envolvendo água, saneamento e higiene nas moradias coletivas e receberam orientações de Martin Ede, especialista no tema.

Ede, que é consultor emergencial da ONG Canadem, parceira do UNICEF, explicou que o acesso a água tratada não é um problema para os venezuelanos que vivem em abrigos em Roraima, mas as práticas de higiene e o saneamento, sim.

Durante a reunião, desafios enfrentados diariamente pelos atores que gerenciam os locais de acolhimento foram apresentados. Entre eles, falou-se sobre problemas com descarte de restos alimentares e lixo em geral, disseminação de doenças entre crianças e desafios com a rede de esgoto.

“Como resultado do trabalho que realizamos hoje, teremos uma classificação das ações prioritárias. Vamos saber onde no campo de higiene e saneamento podemos entrar com impacto maior, menos custo e mais eficiência”, disse Ede.

As soluções que serão propostas para os problemas terão como base ações eficazes que já são realizadas nos abrigos e que respeitam as características da população migrante e geográficas de Roraima. Tais pontos também foram levantados durante o encontro.

Como resultado da reunião, um relatório contendo os problemas e soluções será apresentando a todos os parceiros. O próximo passo é colocar em prática as ações. “Como estamos trabalhando com diferentes parceiros, esperamos poder mobilizar os recursos necessários para fazer frente aos problemas. Mas ainda há muito caminho para percorrer antes de atingir o objetivo. Aqui estamos no começo do processo”, explicou Ede.

A consultora do UNICEF para a resposta de emergência em Roraima, Jaqueline Almeida, destacou que as ações vão melhorar a qualidade de vida das famílias e principalmente de crianças que vivem em abrigos. “Hoje temos muitas ocorrências de diarreias, doenças de veiculação hídrica e problemas de higiene, aumentando riscos na população infantil. Juntos estamos trabalhando para encontrar soluções e para que a população não adoeça por precariedade nas condições de higiene”, afirmou.

Participaram da reunião representantes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Exército Brasileiro, da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social do Governo de Roraima, da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), da ADRA Brasil, da AVSI Brasil, da Fraternidade Sem Fronteiras e da Fraternidade – Federação Humanitária Internacional.

Dalva Silva, coordenadora da ADRA Brasil em Roraima, afirmou que a reunião foi proveitosa e destacou a importância da participação de trabalhadores dos abrigos durante a discussão. “É difícil para quem não está dentro dos abrigos discutir políticas. Só quem convive lá conhece a realidade. Agora vamos continuar o projeto em parceria para chegar às ações efetivas”.