UNICEF: cerca de 30 milhões de crianças deslocadas por conflitos precisam de proteção

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Existem atualmente mais crianças deslocadas à força por causa de conflitos — cerca de 30 milhões — do que em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Dia Mundial do Refugiado, lembrado na quarta-feira (20).

Em meio a conversas em curso sobre um plano global de apoio aos refugiados, o UNICEF pede aos líderes mundiais que redobrem esforços para garantir os direitos, a segurança e o bem-estar das crianças mais vulneráveis do mundo – muitas das quais continuam deslocadas por causa de conflitos, violência e instabilidade política.

Crianças refugiadas no campo de Zaatari, na Jordânia. Foto: ACNUR/Balqis Albsharat

Crianças refugiadas no campo de Zaatari, na Jordânia. Foto: ACNUR/Balqis Albsharat

Existem atualmente mais crianças deslocadas à força por causa de conflitos — cerca de 30 milhões — do que em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Dia Mundial do Refugiado, lembrado na quarta-feira (20).

A agência da ONU dedicada à infância alertou que essas crianças vulneráveis precisam neste momento de proteção e acesso a serviços essenciais, bem como de soluções sustentáveis para garantir seu bem-estar no longo prazo.

Em meio a conversas em curso sobre um plano global de apoio aos refugiados, o UNICEF pede aos líderes mundiais que redobrem esforços para garantir os direitos, a segurança e o bem-estar das crianças mais vulneráveis do mundo – muitas das quais continuam deslocadas por causa de conflitos, violência e instabilidade política.

“No Dia Mundial do Refugiado, é importante lembrar as ameaças e os desafios que as crianças em deslocamento enfrentam diariamente”, disse o diretor de programas de emergência do UNICEF, Manuel Fontaine.

“Crianças deslocadas — sejam refugiadas, solicitantes de refúgio ou deslocadas internamente – enfrentam graves riscos para sua saúde e segurança, com barreiras significativas que limitam acesso aos serviços de que precisam para prosperar.”

“Essas crianças precisam de mais do que apenas um dia — elas precisam de esperança, oportunidades e proteção. Pedimos aos Estados-membros que renovem seus compromissos para cumprir os direitos e as aspirações dessas crianças”, declarou Fontaine.

Como números recordes de crianças refugiadas e forçadas a se deslocar, o acesso a apoio e a serviços essenciais, como saúde e educação, continua profundamente comprometido. Apenas metade de todas as crianças refugiadas, por exemplo, está matriculada na escola primária, e menos de 25% dos adolescentes refugiados estão na escola secundária.

O número global de crianças refugiadas e migrantes sozinhas também atingiu níveis inéditos, aumentando quase cinco vezes entre 2010 e 2015. Pelo menos 300 mil crianças desacompanhadas e separadas foram registradas em cerca de 80 países em 2015-2016, em comparação a 66 mil em 2010-2011.

O UNICEF estima que o número real de crianças que se deslocam sozinhas seja significativamente maior. Crianças desacompanhadas e separadas correm maior risco de tráfico, exploração, violência e abuso. As crianças representam aproximadamente 28% das vítimas de tráfico em todo o mundo.

A agência da ONU disse esperar que o Pacto Global sobre Refugiados e o Pacto Global para Migração, que deverão ser finalizados este ano, sirvam como base para compromissos firmes dos Estados-membros com os direitos das crianças deslocadas em todo o mundo.

O UNICEF divulgou uma agenda de seis pontos de ação para proteger as crianças refugiadas e migrantes, incluindo as recomendações de melhores práticas que podem ser incorporadas em ambos os pactos.

“O que nos apaixona nos une”

Em um momento em que o futebol une torcedores de todo o mundo, o UNICEF e seu parceiro criativo 180LA lançaram a iniciativa “O que nos apaixona nos une”, baseada na ideia de que, se o amor ao esporte pode transcender fronteiras, o mesmo pode ser aplicado ao apoio aos direitos de crianças refugiadas e migrantes.

A campanha é composta por um vídeo de dois minutos feito para a Internet que conta a história de Santi, um menino de 8 anos que migrou da Bolívia para a Espanha, teve problemas para encontrar amigos e, finalmente, encontrou aceitação em seu novo país por meio de um amor compartilhado pelo futebol.

Enquanto jogam, Santi e seus amigos recebem uma visita surpresa de seu herói, Sergio Ramos — capitão da seleção espanhola de futebol e embaixador do UNICEF.

Coincidindo com o vídeo, o “desafio do gol mais longo” também será lançado nas redes sociais. Para iniciá-lo, Ramos pede que todos se unam em apoio a crianças migrantes e refugiadas compartilhando, nas redes sociais, um vídeo de si mesmos gritando “gooooooooooool” o maior tempo possível, com as hashtags #LongestGoal #WorldCup.


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