UNICEF alerta que crise no noroeste da Síria afeta crianças numa escala sem precedentes

A crise no noroeste da Síria está se transformando em uma crise de proteção infantil em escala sem precedentes. O alerta é da diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore, em comunicado emitido no dia 1º de fevereiro.

De acordo com a nota, a violência na semana passada obrigou 6.500 crianças a fugir todos os dias, elevando o número total de crianças deslocadas na área para mais de 300 mil desde o início de dezembro.

Crianças viajam na traseira de um caminhão enquanto famílias fogem de Idlib para Azaz, escapando do conflito na Síria. 27 de janeiro de 2020. Foto: Ashawi/UNICEF

Crianças viajam na traseira de um caminhão enquanto famílias fogem de Idlib para Azaz, escapando do conflito na Síria. 27 de janeiro de 2020. Foto: Ashawi/UNICEF

A crise no noroeste da Síria está se transformando em uma crise de proteção infantil em escala sem precedentes. O alerta é da diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, em comunicado emitido no dia 1º de fevereiro.

De acordo com a nota, a violência na semana passada obrigou 6.500 crianças a fugir todos os dias, elevando o número total de crianças deslocadas na área para mais de 300 mil desde o início de dezembro.

No comunicado, o UNICEF estima que 1,2 milhão de crianças estejam precisando de ajuda “desesperadamente”, com escassez de comida, água e medicamentos. “Crianças e famílias estão se refugiando em estabelecimentos públicos, escolas, mesquitas, edifícios inacabados e lojas. Muitas estão simplesmente vivendo ao ar livre, inclusive em parques, em meio a fortes chuvas e sob o frio congelante. O acesso aos serviços mais básicos, como saúde, água ou saneamento, é muito limitado ou inexistente”, afirmou a dirigente do UNICEF.

Em Idlib, onde mais de três quartos da população necessitada de ajuda são mulheres e crianças, muitas famílias sofreram vários deslocamentos e estão cada vez mais desesperadas – sem meios de escapar da violência com segurança.

Henrietta Fore informa que a crise está afetando fatalmente as crianças: das 900 crianças mortas na Síria apenas no ano passado como resultado do conflito, mais de 75% estavam no noroeste, sendo que Idlib registrou o maior número de vítimas infantis.

“Por meio de nossos parceiros no local, o UNICEF continua prestando assistência às famílias necessitadas, incluindo as recém-deslocadas. Essa assistência inclui kits de higiene, água potável, vacinação de crianças contra doenças e triagem e tratamento de desnutrição”.

A diretora do Fundo afirmou que a prestação de assistência para salvar vidas deve continuar mas não acabará com o sofrimento das crianças. “A violência deve parar, pelo bem das crianças. O UNICEF pede a cessação imediata das hostilidades por todas as partes para permitir uma trégua na violência contra as crianças e as famílias, a retomada dos serviços básicos e a prestação desimpedida da assistência humanitária necessária a todas as crianças necessitadas”, afirmou a dirigente no comunicado.

Sobre o UNICEF: O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.