UNICEF alerta para grupos antivacina que espalham medo nas redes sociais

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou recentemente para as ações de grupos antivacinação que disseminam ceticismo e informações equivocadas quanto às vacinas. Agindo nas redes sociais, esses coletivos “criam confusão e alimentam medos entre os pais”, comprometendo as vidas das crianças, enfatizou a agência da ONU.

Lacunas de vacinação estão entre as causas do aumento de ocorrências de sarampo. Nos três primeiros meses de 2019, foram mais de 110 mil casos da doença em todo o mundo — número que equivale a um crescimento de 300% na comparação com as infecções relatadas no mesmo período em 2018. Foto: UNICEF/Krepkih

Lacunas de vacinação estão entre as causas do aumento de ocorrências de sarampo. Nos três primeiros meses de 2019, foram mais de 110 mil casos da doença em todo o mundo — número que equivale a um crescimento de 300% na comparação com as infecções relatadas no mesmo período em 2018. Foto: UNICEF/Krepkih

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou recentemente para as ações de grupos antivacinação que disseminam ceticismo e informações equivocadas quanto às vacinas. Agindo nas redes sociais, esses coletivos “criam confusão e alimentam medos entre os pais”, comprometendo as vidas das crianças, enfatizou a agência da ONU.

“A desinformação sobre as vacinas é tão perigosa quanto uma doença”, ressaltou a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore.

“Ela se espalha rapidamente e representa uma ameaça iminente à saúde pública.”

A especialista lembrou que a vacinação salva até 3 milhões de vidas todos os anos.

“Isso são mais do que cinco vidas salvas a cada minuto”, afirmou a chefe do organismo das Nações Unidas, em evento realizado em fins de junho (28) pelo UNICEF para discutir desafios à expansão da cobertura vacinal no mundo.

De acordo com a agência da ONU, existem 20 milhões de crianças no planeta que não foram vacinadas ou que não receberam todas as devidas doses de imunização.

Ainda segundo o UNICEF, em 2017, 1,5 milhão de meninos e meninas morreram de doenças que poderiam ter sido prevenidas por vacinas.

Esse cenário deve-se a lacunas no acesso à atenção primária de saúde, incluindo aos serviços de imunização — um problema que é agravado pela fragilidade dos sistemas de saúde, pela pobreza e por conflitos armados.

A esses desafios, somam-se atitudes de desprezo e de ceticismo quanto à segurança e à efetividade das vacinas. O fenômeno é alimentado pela divulgação deliberada em meio online de informações incorretas sobre a prática da imunização.


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