UNICEF alerta para falta de vagas de estágio a jovens de baixa renda em 4 países latino-americanos

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Apenas 26% das empresas de Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai oferecem oportunidades de trabalho para jovens de baixa renda e sem experiência profissional, segundo dados divulgados na terça-feira (15) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na apresentação do primeiro relatório regional “O que as empresas estão fazendo pela infância?”.

Segundo a agência da ONU, os números indicam que as empresas desses países poderiam fazer mais para fortalecer seus programas de estágio e outras modalidades para que jovens possam ingressar na vida profissional, de acordo com a legislação aplicável em cada país sobre a idade mínima para trabalhar.

Foto: Fora do Eixo (CC)

Foto: Fora do Eixo (CC)

Apenas 26% das empresas de Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai oferecem oportunidades de trabalho para jovens de baixa renda e sem experiência profissional, segundo dados divulgados na terça-feira (15) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na apresentação do primeiro relatório regional “O que as empresas estão fazendo pela infância?”.

Segundo a agência da ONU, os números indicam que as empresas desses países poderiam fazer mais para fortalecer seus programas de estágio e outras modalidades para que jovens possam ingressar na vida profissional, de acordo com a legislação aplicável em cada país sobre a idade mínima para trabalhar.

Com essa ação, eles não teriam que recorrer ao setor informal, que é muito menos protegido e representa um risco maior de abuso, exploração e violência. Esses programas, por sua vez, devem acompanhar o adolescente para garantir seu pleno desenvolvimento, educação e proteção.

“A proteção e a promoção dos direitos de crianças e adolescentes são de responsabilidade de todos os atores, sejam públicos ou privados”, disse Marita Perceval, diretora regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe.

“Uma criança que cresce desfrutando de todos os seus direitos é e será uma pessoa com a capacidade de aumentar consideravelmente o desenvolvimento de sua comunidade, contribuindo para sociedades mais solidárias, mais sustentáveis e com maiores oportunidades”, acrescentou.

Além disso, o relatório – que teve o apoio da Deloitte – indica que quase 60% das empresas nesses quatro países tomam medidas para proteger suas trabalhadoras grávidas, embora apenas 37% tenham uma sala de amamentação e apenas 9% ofereçam algum espaço para cuidado infantil.

Também mostra que 88% das empresas pesquisadas têm vínculo com diversas organizações não governamentais (ONGs) e 83% apoiam sua comunidade em situações de emergência, como terremotos ou inundações, o que demonstra um alto grau de compromisso com a infância.

O relatório, resultado de uma consulta com 267 empresas, foi compartilhado no âmbito do 22º Simpósio de Sustentabilidade, organizado pelo grupo Peru 2021, e resume os resultados da responsabilidade e das práticas assumidas pelas empresas para garantir os direitos das crianças no local de trabalho, no mercado, na comunidade e no meio ambiente.

Clique aqui para acessar o relatório (em espanhol).


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