UNICEF alerta para alta incidência de maus-tratos em crianças da Ásia Oriental e Pacífico

O relatório do UNICEF analisa diversos estudos sobre o tema. Melhor cenário sugere que uma em 10 crianças sofreram abuso físico.

(UNICEF)Alta incidência de abuso físico está causando danos de longo prazo às vidas de muitas crianças na Ásia Oriental e Pacífico, alerta um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O relatório Maus-Tratos Infantis: Predomínio, Incidência e Consequências na Ásia Oriental e Pacífico analisa uma série de estudos realizados por especialistas e acadêmicos durante a última década em relação aos maus tratos de crianças na região.

“Maus-tratos de crianças têm consequências danosas de longo prazo, não apenas para as crianças que sofrem o abuso, mas também para as famílias e sociedades em que vivem”, disse a Especialista Regional do UNICEF para Proteção de Crianças, Amalle McCoy, em um comunicado de imprensa. “Entender a preponderância dos maus-tratos infantil é a primeira etapa rumo a indetificar as medidas corretas para proteger cada criança na região”.

O relatório, que será lançado na quarta (8), revela que embora a frequência do abuso físico varie de país para país e de estudo para estudo, o melhor cenário sugere que uma em 10 crianças viveram abuso físico, enquanto no pior caso os números mostram 30,3% de crianças tendo sofrido abuso. Abusos físicos graves incluem espancamentos, considerando também os causados por punhos ou artefatos, que resultam em lesões corporais.

De acordo com o UNICEF, a prevalência consistentemente elevada de maus-tratos ao longo de uma região com um número tão grande de crianças é “angustiante”. Além disso, entre outras conclusões, o relatório descobriu que entre 14% e 30% dos rapazes da região e meninas relatam ter experimentado sexo forçado, e para muitos jovens, suas primeiras experiências de relação sexual é forçada.

“Precisamos fortalecer os sistemas nacionais de proteção de crianças para proteger aquelas que já sofrem danos, e para criar ambientes onde o abuso é impedido e os riscos de violência para as crianças são mitigados”, disse McCoy.