UNICEF alarma-se com o número de crianças do Sul da Ásia na pobreza

300 milhões de crianças abaixo dos 18 anos encontram-se em níveis alarmantes de pobreza, segundo estudo do UNICEF.

300 milhões de crianças abaixo dos 18 anos encontram-se em níveis alarmantes de pobreza, segundo estudo do UNICEF.

Em torno de 300 milhões de crianças do sul da Ásia, ou seja, metade da população abaixo dos 18 anos da região, sofrem com níveis extremos de pobreza, segundo o novo estudo do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), publicado na abertura de uma conferência em Dakar, capital de Bangladesh.

Para combater o imenso número de crianças em situação de pobreza, o UNICEF conclamou os líderes políticos da região a aumentarem os seus esforços no combate à escassez de comida, educação, saúde, informação, abrigo, água e condições sanitárias para os jovens. De acordo com o Diretor Regional do UNICEF para o Sul da Ásia, Daniel Toole, existe hoje um melhor entendimento de como a pobreza afeta as crianças que, de acordo com o diretor, “não é apenas um efeito colateral dos rendimentos de seus pais, mas também de sua profunda privação às adequadas condições de vida”.

Para Toole, o combate a essas questões apontadas são essenciais para a melhoria das condições de vida dos jovens na região, já que são os principais fatores que excluem o jovem à educação. Segundo ele, essa dinâmica é muito própria da região, não sendo constatada em nenhuma outra região do mundo.

O UNICEF propõe ainda um alargamento na definição de necessidades para o combate à pobreza. Segundo o fundo, é necessário que se parta da ampliação das medidas mais restritas, ligadas ao incremento da receita dos pais, para o incremento também de medidas que combatam a privação, o bem-estar e os efeitos da pobreza, resultando em políticas governamentais mais efetivas. Segundo Toole, “o investimento nas crianças é tanto uma responsabilidade fundamental quanto uma oportunidade que, se não feita agora, irá limitar o crescimento da nação” destacando que investimentos para a adequada nutrição, sistema de saúde primária, educação e proteção para as crianças provêm grandes benefícios dentro do curto, médio e longo prazo.

Dessa maneira, o UNICEF propõe que haja o incremento em investimentos voltados a programas envolvendo principalmente o combate à subnutrição, os recém-nascidos e saúde-materna além do apoio a serviços de saúde básicos voltados para crianças, jovens e mulheres em idade adulta, provendo acesso à água, serviços sanitários e educação.