UNICEF abre suas redes sociais nesta terça-feira (1) para jovens vivendo e convivendo com HIV

Quatro ativistas serão os protagonistas da conta do UNICEF Brasil no Twitter (@unicefbrasil). Eles contarão suas histórias de vida e falarão sobre mitos e tabus, questões como preconceito e estigma, o dia a dia com o HIV, projetos pessoais, o trabalho de participação cidadã e as suas lideranças em movimentos de adolescentes e jovens. O UNAIDS participa da ação #EuFaloSobre.

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Nesta terça-feira (01) Dia Mundial da Aids, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) abre suas redes sociais para os jovens que vivem e convivem com o HIV. Nesse dia, quatro ativistas serão os protagonistas da conta do UNICEF Brasil no Twitter (@unicefbrasil). Eles contarão suas histórias de vida e falarão sobre mitos e tabus, questões como preconceito e estigma, o dia a dia com o HIV, projetos pessoais, o trabalho de participação cidadã e as suas lideranças em movimentos de adolescentes e jovens.

Utilizando a hashtag #EuFaloSobre, eles vão reforçar a importância do diálogo para reduzir o preconceito, o estigma e a discriminação e a necessidade de se conhecer o diagnóstico e do início precoce do tratamento, evitando assim o desenvolvimento da doença. Idealizada por jovens do Projeto Boa Sorte, a hashtag foi abraçada pelas redes sociais de diversos organismos da ONU no Brasil, entre eles, UNICEF e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), além de diversos outros jovens e influenciadores on-line de todo o Brasil.

Na conta do escritório regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe (@uniceflac), o Brasil compartilhará também o espaço com jovens da Guatemala, Honduras, México, República Dominicana e El Salvador.

De acordo com dados divulgados na última sexta-feira pelo UNICEF, o número de mortes de adolescentes em decorrência da Aids triplicou nos últimos 15 anos. As dificuldades de acesso ao tratamento e de acesso à informação ainda são apontadas como principais causas para a epidemia entre os jovens, aliadas à discriminação, ao preconceito e ao estigma, que acabam afastando os jovens dos serviços de saúde.

Esta é a primeira vez em que os escritórios do UNICEF na América Latina e no Caribe abrem suas redes sociais para os adolescentes e jovens dando a eles a voz necessária para que possam expor suas realidades.

Dados sobre a epidemia no Brasil e no mundo

Entre as pessoas que vivem com HIV, os adolescentes são o único grupo em que não houve decréscimo no número de mortes. No Brasil, entre 2004 e 2013, o número de casos em meninos com idade entre 15 e 19 anos aumentou em 53% (Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, 2010). Nesse período, a incidência de HIV/Aids em adolescentes do sexo masculino com idades entre 13 e 19 anos era 30% maior do que em meninas da mesma faixa etária, revelando assim o crescimento de uma epidemia concentrada entre meninos que fazem sexo com outros meninos. Esse grupo tem até 10 vezes mais chances de contrair o HIV do que os heterossexuais na mesma faixa etária.

Jovens lideranças participantes do Twitter Takeover

Os jovens selecionados para o Twitter Takeover fazem parte das duas turmas do Curso de Jovens Lideranças sobre ativismo e mobilização social para a resposta e controle de HIV/Aids, fruto de uma parceria entre UNICEF, UNAIDS, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Durante essas formações, 100 jovens foram capacitados e empoderados para contribuir, de forma ativa e construtiva, para a resposta ao HIV não apenas em suas localidades, mas em todo o Brasil.

Sofia Favero – Sofia, 22 anos, é travesti e estudante de psicologia. Conhecida pelo seu perfil no Facebook, Travesti Reflexiva, Sofia fala sobre diversidade sexual e de gênero e temas como violência contra LGBTI, preconceito e discriminação. Ela abrirá o diálogo com a proposta de desmistificar o assunto e desconstruir os tabus, a diferença entre ter o HIV e ter Aids, prevenção, teste e tipos de tratamento, além de preconceito, estigma e discriminação.

Jonatan Finkler – Jonatan, 27 anos, mora em Cascavel (PR) e é estudante do último ano de enfermagem. Ele vive com HIV há mais ou menos seis anos e está em tratamento há três, estando indetectável desde o terceiro mês de tratamento. Ele é membro da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids (RNAJVHA) e representante da Rede no GT/UNAIDS (Grupo Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/Aids). Jonatan vai falar sobre participação cidadã e liderança de jovens e adolescentes e também sobre a vida com HIV/Aids.

Gabriel Estrëla – Gabriel, 24 anos, é ativista e diretor de teatro, graduando em artes cênicas pela Universidade de Brasília (UnB). Em 2015, deu início ao Projeto Boa Sorte a partir de um manifesto postado no Facebook e, no mês de dezembro, lançará a peça homônima contando sua história pessoal para promover o diálogo sobre HIV. Outras ações do Projeto, coordenado na companhia de seu assessor e namorado, Gabriel Martins, e da produtora cultural paulista Fernanda Signorini, incluem um ensaio fotográfico, divulgação de notícias, recomendações de filmes e livros e infográficos feitos em parceria com o UNAIDS Brasil para levar informação atualizada acerca do tema. Gabriel, um dos idealizadores da campanha com a hashtag #EuFaloSobre, vai falar sobre sua experiência, a promoção do diálogo, importância do acolhimento e apoio da família, relacionamentos, prevenção e sobre o projeto Boa Sorte.

Rafaela Queiroz – Conhecida como Rafuska, Rafaela tem 24 anos e é estudante. Foi infectada pelo HIV por transmissão vertical (transmissão do vírus da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação) e hoje é ativista da Rede Jovem Rio+. Rafuska vai falar sobre participação feminina nos movimentos, a rotina de viver com HIV e as questões que preocupam jovens, como o direito ao sigilo, a discriminação e a falta de informação da sociedade diante da doença.

Sobre o UNAIDS

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) mobiliza e inspira o mundo para alcançar sua visão compartilhada de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à aids. O UNAIDS une os esforços de 11 organizações da ONU – ACNUR, Banco Mundial, OIT, OMS, ONU Mulheres, PMA, PNUD, UNFPA, UNESCO, UNICEF e UNODC – e trabalha em colaboração com parceiros nacionais e internacionais para maximizar resultados da resposta à aids. Saiba mais em unaids.org.br.

Sobre o UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança em tudo o que faz. Com seus parceiros, trabalha em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas.
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