UNICEF: 65 mil crianças foram libertadas de grupos armados em 10 anos

Garoto de 14 anos libertado de um grupo armado no Sudão do Sul, onde passou três anos. Foto: UNICEF

Ao menos 65 mil crianças foram libertadas de forças e grupos armados nos últimos 10 anos. A declaração foi feita por Anthony Lake, diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), durante as comemorações do aniversário dos Compromissos de Paris para acabar com o uso de crianças em conflitos, que reuniu líderes globais na capital francesa.

“Há 10 anos, o mundo fez um compromisso para as crianças da guerra e o combinou com ação – ação que ajudou a dar uma nova chance de vida melhor a 65 mil delas”, disse Lake. “O encontro de hoje não é apenas para olhar para o que já foi conquistado – mas para olhar para frente, para olhar o trabalho que ainda falta ser feito para apoiar as crianças da guerra”, lembrou. Das 65 mil crianças libertadas, mais de 20 mil estavam na República Democrática do Congo, quase 9 mil na República Centro-Africana e mais de 1,6 mil no Chade.

O número exato de crianças usadas e recrutadas em conflitos armados é difícil de ser confirmado devido à natureza ilegal desse tipo de ação. Mesmo assim, o UNICEF estima que 17 mil crianças foram recrutadas no Sudão do Sul e mais de 10 mil na República Centro-Africana. Na Nigéria e países vizinhos, o Boko Haram recrutou quase duas mil crianças. No Iêmen, a ONU já documentou 1.500 casos desde a escalada do conflito, em março de 2015.

Nos últimos dez anos, o número de países que endossaram os Compromissos de Paris praticamente dobrou: de 58 países, em 2007, para 105 até o momento; sinalizando um maior compromisso global para acabar com o uso de crianças em conflitos.

A Conferência Ministerial de Paris sobre a Proteção das Crianças em Conflitos Armados busca maneiras de enfrentar a situação, incluindo o apelo para a libertação incondicional de todas as crianças, sem exceção, e colocar um fim nesse tipo de recrutamento; aumentar os recursos para ajudar a reintegrar e educar as crianças que foram libertadas; e ação urgente para proteger os meninos e meninas deslocados internos, crianças refugiadas e migrantes.

A colombiana Solanyi Vanesa Ortiz, de 13 anos, agora frequenta a escola. Foto: UNICEF

“Enquanto crianças ainda forem afetadas pelos conflitos, nós não podemos desistir de lutar por cada uma delas”, concluiu o Anthony Lake.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove os direitos e o bem-estar de cada criança e trabalha com parceiros em 190 países e territórios para transformar esse compromisso em ações concretas que beneficiem todas as crianças, em qualquer parte do mundo, concentrando especialmente seus esforços para chegar às crianças mais vulneráveis e excluídas. Para contribuir com o UNICEF, você pode doar aqui.

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