União Europeia e UNCTAD lançam projeto para ajudar Angola a diversificar comércio

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O projeto de quatro anos, de 6,9 milhões de dólares, dará apoio estratégico aos esforços do país africano dependente do petróleo de relançar o crescimento e avançar em direção à sua saída da categoria de país menos avançado.

Fortaleza de São Miguel (1576), em Luanda, Angola. Foto: David Stanley/Wikimedia/CC

Fortaleza de São Miguel (1576), em Luanda, Angola. Foto: David Stanley/Wikimedia/CC

A União Europeia e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) lançaram nesta quarta-feira (11) em Luanda um projeto de 6,9 milhões de dólares com o objetivo de ajudar Angola a diversificar sua economia e reduzir sua dependência do petróleo. Este setor representa 93% de suas exportações totais de mercadorias.

Após décadas de guerra civil, encerrada em 2002, a economia de Angola decolou graças às abundantes reservas de petróleo, que alimentaram uma década com taxas de crescimento a dois dígitos.

O fluxo constante de petrodólares financiou novas estradas e arranha-céus sofisticados em Luanda, a capital do país e atualmente uma das cidades mais caras do mundo.

No entanto, quando o preço do petróleo caiu em 2014, a economia parou e o crescimento diminuiu, caindo abaixo de 1% em 2016. Com as exportações de combustível gerando menos receita para o governo, a dívida pública mais do que dobrou desde 2013 e encontra-se acima de 60% do PIB, de acordo com o Ministério das Finanças.

Em uma cerimônia realizada no Ministério do Comércio, o secretário-geral da UNCTAD, Mukhisa Kituyi, disse que o projeto – intitulado Programa Conjunto UE-UNCTAD para Angola: Train for Trade II – marcou “um passo importante para Angola” em seus esforços para reestruturar a economia.

“O objetivo do programa conjunto é melhorar as capacidades humanas e institucionais para promover políticas adequadas de diversificação econômica para Angola”, disse Kituyi. “Nosso objetivo é ajudar Angola a construir uma economia mais diversificada, inclusiva e resiliente, capaz de erradicar a pobreza.”

“Junto a nossos parceiros da União Europeia, a UNCTAD está valendo-se de seus vastos conhecimentos para dar assistência direcionada e abordar desafios de desenvolvimento a partir de várias perspectivas”, acrescentou.

“Esse processo de diversificação da base de exportações nacional inclui a abertura de novas frentes econômicas identificadas em novas tendências mundiais”, disse o ministro do Comércio de Angola, Jofre Van-Dúnem Júnior.

“O importante trabalho da UNCTAD no dimensionamento das economias criativas nos permite considerar a construção de um modelo incentivador dos setores criativos do nosso país, principalmente no domínio das artes plásticas, visuais e também do artesanato, sendo que Angola detém potencial no domínio do folclore”, acrescentou.


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