União Europeia e ACNUR lançam projeto para prestar assistência a mais de 14 mil crianças na América Central

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A União Europeia e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deram início recentemente ao projeto “Melhoria dos Direitos e da Proteção de Crianças Deslocadas por Violência na Guatemala, Honduras e El Salvador”. Com investimentos de 1,95 milhão de euros, iniciativa visa dar assistência a mais de 14 mil meninos, meninas e adolescentes afetados por violações de seus direitos nesses três países da América Central.

ACNUR trabalha com o Sistema Nacional Para o Desenvolvimento Integral da Família (DIF), no México, nos centros de atenção à infância na fronteira sul. Foto: ACNUR/Jordan Hay

ACNUR trabalha com o Sistema Nacional Para o Desenvolvimento Integral da Família (DIF), no México, nos centros de atenção à infância na fronteira sul. Foto: ACNUR/Jordan Hay

A União Europeia e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deram início recentemente ao projeto “Melhoria dos Direitos e da Proteção de Crianças Deslocadas por Violência na Guatemala, Honduras e El Salvador”. Com investimentos de 1,95 milhão de euros, iniciativa visa dar assistência a mais de 14 mil meninos, meninas e adolescentes afetados por violações de seus direitos nesses três países da América Central.

Durante os últimos anos, menores de idade, ora acompanhados, ora separados, foram forçados a deixar a crescente violência nessa porção do território centro-americano. Às vezes, tiveram que se deslocar mais de uma vez na busca por proteção e segurança. Em 2016, 91,9 mil novas solicitações de refúgio foram registradas na região, o que representa um crescimento de 67% em relação a 2015.

Um levantamento do ACNUR feito em 2014 revelou que 49% dos meninos e das meninas entrevistados afirmaram que a violência foi o motivo de deixarem suas nações de origem.

Ernesto, adolescente de El Salvador, alimenta esperança de alcançar seus sonhos. “Primeiro, quero terminar meus estudos, trabalhar e ser alguém na vida. Ter minha casa com minha família e estar na universidade, ter meu próprio trabalho”, conta.

Por meio de projetos como a parceria entre a agência da ONU e a União Europeia, jovens como Ernesto têm a oportunidade de dar continuidade aos estudos e planos de vida. A cooperação entre o organismo internacional e o bloco regional priorizará a implementação de políticas de proteção em todos os níveis. Entre as medidas previstas, está a criação de espaços voltados para a infância e o apoio a parceiros.

O ACNUR e a UE disseram que continuarão trabalhando próximo das respectivas instituições governamentais e organizações da sociedade civil que atuam na resposta à crise de deslocamentos forçados.

“Nos últimos anos, tivemos a ajuda da União Europeia para apoiar o nosso trabalho, que visa fortalecer os sistemas de refúgio e proteção, buscar soluções duradouras e oferecer assistência a mais de 10 mil meninos, meninas e adolescentes nos últimos três anos”, comentou José Samaniego, representante regional da agência da ONU.

Desde 2013, o bloco europeu, com sua Direção Geral de Ajuda Humanitária e Proteção Civil (ECHO), financiou diversos programas implementados pelo ACNUR na região, beneficiando quase 17 mil crianças e adolescentes da América Central.


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