UNFPA promove sessão sobre aleitamento materno em centro para migrantes de Boa Vista

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoiou na sexta-feira (16) atividade promovida pelo Exército da Salvação em Boa Vista (RR) para discutir e sensibilizar as mães refugiadas e migrantes do Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial sobre a importância do aleitamento materno.

Em contexto de emergências humanitárias, o UNFPA trabalha para garantir ações que promovam a saúde sexual e reprodutiva das pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, pessoas idosas, com deficiência, entre outras com necessidades específicas de proteção.

Mulheres refugiadas e migrantes receberam dicas de amamentação. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Mulheres refugiadas e migrantes receberam dicas de amamentação. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoiou na sexta-feira (16) atividade promovida pelo Exército da Salvação em Boa Vista (RR) para discutir e sensibilizar as mães refugiadas e migrantes do Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial sobre a importância do aleitamento materno.

A iniciativa foi proposta em alusão à Semana Mundial de Aleitamento Materno e também teve o apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e da União Europeia.

O convite foi realizado a partir de uma pré-avaliação de necessidades dentro de um dos abrigos que fazem parte da Operação Acolhida, o qual apresentava maior quantidade de mulheres gestantes e lactantes. As mulheres já identificadas foram convidadas pessoalmente para participar da ação, junto à equipe técnica do Centro.

O objetivo foi conversar com as mães sobre o valor que o leite materno tem como alimento essencial que ajuda no desenvolvimento da criança, protegendo a saúde. Foi reforçada a importância de manter o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida, com dicas sobre postura da mãe e do bebê na hora de amamentar.

A amamentação é uma valiosa oportunidade de contato entre mães e filhos, e é importante que as mães tenham o apoio de seu entorno — companheiros ou familiares — para vivenciar o momento com tranquilidade, segundo a agência da ONU.

A oficina foi ministrada em parceria com o Banco de Leite Humano do Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, contando com a participação da psicóloga Luciana Assunção, que afirmou que o objetivo foi fornecer informações, responder dúvidas e dar orientações sobre aleitamento.

A possibilidade e benefícios potenciais da doação do leite humano também foi comunicada. “As crianças que estão na UTI da maternidade muitas vezes não têm como receber o leite direto da mãe, ou a mãe, por algum motivo, não pode amamentar. Às mães que têm excedente de leite, nós pedimos que doem esse excesso. Só é preciso fazer um cadastro, fazer os exames correspondentes que nós buscamos o leite”, afirmou.

Em contexto de emergências humanitárias, o UNFPA trabalha para garantir ações que promovam a saúde sexual e reprodutiva das pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, pessoas idosas, com deficiência, entre outras com necessidades específicas de proteção.

A saúde materna está entre elas: segundo o último Relatório sobre a Situação da População Mundial, todos os dias, 800 mulheres e meninas morrem no mundo por falta de condições adequadas e acesso a serviços obstétricos. O Fundo de População trabalha para garantir informações e acesso à rede pública de serviços.

A cada semana, são realizadas diferentes atividades dentro do Centro de Convivência e Atenção Psicossocial, que envolvem o trabalho direto com as mulheres migrantes que se encontram na cidade, mas que também são abertas para toda a população local interessada.