UNFPA promove primeiro encontro sobre incidência política para jovens vivendo com HIV na Bahia

O evento fortaleceu a participação de jovens na construção de políticas públicas não somente sobre aids e hepatites virais, mas também de políticas de juventude e saúde.

O assessor para HIV/Aids do UNFPA, Cleiton Euzébio, fala na abertura do evento. Foto: UNFPA

O assessor para HIV/Aids do UNFPA, Cleiton Euzébio, fala na abertura do evento. Foto: UNFPA

Cerca de 30 jovens vivendo e convivendo com HIV/Aids, além de profissionais de saúde, se reuniram entre os dias 15 e 17 de setembro em Salvador para refletir sobre a participação social e incidência política em DST/Aids e Hepatites Virais. O I Encontro de Incidência Política da Rede Jovem da Bahia, organizado pela Rede Jovem da Bahia com apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), capacitou e treinou esses jovens para a prática do exercício da participação social e incidência política, nos respectivos espaços pertinentes de controle social.

Durante a abertura, o coordenador da Rede Estadual da Bahia e organizador do encontro, Rafael Myranda, destacou que este é o primeiro encontro em Salvador para jovens que convivem com o HIV/Aids. “Este é o primeiro encontro em Salvador de jovens, vivendo e convivendo, sobre incidência política. Conseguimos reunir profissionais e jovens da capital e do interior do estado. Essa possibilidade de trocas e de formação é uma vitória”, afirmou.

O assessor para HIV/Aids do UNFPA, Cleiton Euzébio, ressaltou a importância do encontro para fortalecer a participação de jovens nos espaços de construção de políticas públicas não somente na área de aids, mas também de políticas de juventude e saúde dentro de uma perspectiva integral.

O primeiro momento do encontro permitiu que os participantes compartilhassem suas histórias de vida diante do HIV. Os fortes depoimentos de jovens e adultos, homens e mulheres, casados/as, solteiro/as, pais e mães, abriram caminho para que os debates fossem acolhedores e transparentes. Os participantes também debateram questões de controle social, políticas públicas, direitos sexuais e reprodutivos e espaços de participação política.