UNFPA participa de debate sobre criação de organização para o empoderamento feminino no Brasil

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Em reunião na terça-feira (11), durante a segunda oficina da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Paraná, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) debateu a construção da Rede Brasil Mulher, organização que trabalhará pela defesa da saúde sexual e reprodutiva como direitos humanos fundamentais das brasileiras.

Cerca de 80 representantes do governo, ONGs, iniciativa privada e organismos internacionais se reuniram para discutir a criação de um documento base para o lançamento da Rede Brasil Mulher. Foto: UNFPA Brasil

Cerca de 80 representantes do governo, ONGs, iniciativa privada e organismos internacionais se reuniram para discutir a criação de um documento base para o lançamento da Rede Brasil Mulher. Foto: UNFPA Brasil

Em reunião na terça-feira (11), durante a segunda oficina da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Paraná, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) debateu a construção da Rede Brasil Mulher, organização que visa ao empoderamento das brasileiras. Evento reuniu cerca de 90 representantes de diferentes níveis de governo, ONGs, setor privado e organismos internacionais.

No encontro, foram discutidos os princípios, diretrizes, premissas e governança do comitê executivo e das câmaras técnicas que integrarão a Rede. Diálogos tiveram por objetivo a elaboração de um documento base para o lançamento da iniciativa, previso para agosto.

A Rede Brasil Mulher será criada com o propósito de articular instituições no âmbito do Estado e da sociedade, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida de meninas e mulheres. Ações terão ênfase em educação, autonomia econômica, social e sexual e acesso a direitos.

Na área da saúde, a organização atuará para assegurar o reconhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, adolescentes, jovens e idosas como direitos humanos fundamentais. Mobilização incluirá iniciativas para ampliar e qualificar o acesso a cuidados e atendimento.

A expectativa dos parceiros é de que o trabalho do novo organismo contribua para que mulheres, adolescentes e jovens, possam planejar voluntariamente, sem discriminação e coerção, a sua vida reprodutiva.

Apoiadores também esperam que o projeto enfrente os problemas específicos enfrentados por mulheres privadas de liberdade, usuárias de álcool e outras drogas, em situação de rua, com deficiência e vivendo com HIV. Perspectiva de equidade nos quesitos raça e etnia, bem como atenção às necessidades particulares de diferentes segmentos, de acordo com identidade de gênero e orientação sexual, também são parâmetros que deverão nortear a implementação da Rede.


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