UNFPA leva informação a refugiados e migrantes em Roraima que viajarão a outras partes do país

Em uma sala lotada, 60 pessoas refugiadas e migrantes que em breve deixarão Roraima participaram na sexta-feira (2) de mais uma sessão informativa pré-interiorização promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Boa Vista.

O processo de interiorização é coordenado pela Operação Acolhida, resposta do governo federal ao fluxo migratório de venezuelanos, e tem o objetivo levar refugiados e migrantes a outras cidades, onde possam encontrar mais oportunidades.

O UNFPA atua, nesta etapa, levando informação sobre direitos e serviços que podem ser encontrados na cidade de destino, tendo como foco a promoção da saúde reprodutiva e dos direitos humanos, a prevenção e resposta à violência de gênero e a resiliência comunitária.

O processo de interiorização é coordenado pela Operação Acolhida, resposta do governo federal ao fluxo migratório de venezuelanos. Foto: UNFPA

O processo de interiorização é coordenado pela Operação Acolhida, resposta do governo federal ao fluxo migratório de venezuelanos. Foto: UNFPA

Em uma sala lotada, 60 pessoas refugiadas e migrantes que em breve deixarão Roraima participaram na sexta-feira (2) de mais uma sessão informativa pré-interiorização promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Boa Vista.

O processo de interiorização é coordenado pela Operação Acolhida, resposta do governo federal ao fluxo migratório de venezuelanos, e tem o objetivo levar refugiados e migrantes a outras cidades, onde possam encontrar mais oportunidades.

O UNFPA atua, nesta etapa, levando informação sobre direitos e serviços que podem ser encontrados na cidade de destino, tendo como foco a promoção da saúde reprodutiva e dos direitos humanos, a prevenção e resposta à violência de gênero e a resiliência comunitária.

Todas as semanas, o UNFPA realiza sessões para pessoas que viajam a diferentes estados do Brasil. Estas sessões são compostas por rodas de conversa, dinâmicas de grupo, trocas de informações e momentos lúdicos às vésperas das viagens. Os públicos prioritários são mulheres, jovens, pessoas LGBTI, idosos, pessoas vivendo com HIV, entre outras com necessidades específicas de proteção.

Cada sessão conta com a participação de 30 a 50 pessoas, que também recebem materiais informativos sobre o Disque 180 e a Lei Maria da Penha. São distribuídos insumos de prevenção em saúde reprodutiva, abordando a importância de usá los para prevenir infecções sexualmente transmissíveis e gestações não intencionais.

As palestras ressaltam a importância de ter informação sobre o que fazer em caso de violência baseada em gênero, quais são os serviços de atendimento à mulher e as delegacias especializadas para tratar do assunto.

“A ideia é que as pessoas, nesse momento, entendam a importância de seguir em frente e sejam empoderadas para responder a uma possível situação de violência, entendendo quais são os elementos que podem alavancar essa situação e a necessidade de acionar a rede e os processos de proteção, tanto para a mulher que está passando por isso, quanto para alguma outra que ela conheça”, disse a oficial de programa para assistência humanitária do UNFPA, Irina Bacci.

Mais de 11 mil pessoas já participaram do processo de interiorização da Força Tarefa Logística Humanitária para o Estado de Roraima – Operação Acolhida. A maioria já se encontra em outras cidades do Brasil, principalmente São Paulo (SP), Cuiabá (MT) e Manaus (AM).

O processo é organizado pelo governo federal com apoio, além do UNFPA, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


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