UNFPA inicia planejamento do seu novo programa de país com apoio de parceiros estratégicos

O encontro contou com a participação de 40 parceiros do Fundo de População das Nações Unidas e busca identificar e analisar os desafios e prioridades para atuação da agência para os próximos cinco anos, a partir de um processo participativo e de consulta.

Laura Delamonica (MRE), Jaime Nadal (UNFPA) e Sônia Malheiros (SPM-PR). Foto: UNFPA/ Ulisses Lacava

Laura Delamonica (MRE), Jaime Nadal (UNFPA) e Sônia Malheiros (SPM-PR). Foto: UNFPA/ Ulisses Lacava

O Fundo de População da ONU (UNFPA) no Brasil reuniu cerca de 40 parceiros estratégicos dos governos, sociedade civil e academia para colaborar com seu novo programa de país, que entrará em vigor em 2017 até 2021. O encontro, realizado nesta terça-feira (02) em Brasília, busca identificar e analisar os desafios e prioridades para atuação da agência no ciclo programático, a partir de um processo participativo e de consulta.

O encontro promoveu grupos de trabalhos nas áreas programáticas do mandato do Fundo de População de saúde reprodutiva e direitos; adolescência e juventude; população e desenvolvimento; cooperação sul-sul em temas da agenda da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento tendo como objetivo identificar desafios para o alcance dos resultados esperados e pactuar estratégias conjuntas com os parceiros para enfrentá-los.

Em seu discurso de abertura do evento, o representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, ressaltou que esse é um momento de definição de prioridades, estratégias e resultados a serem alcançados, onde a participação de cada uma das instituições convidadas é muito importante para o processo. Nadal dividiu a mesa de abertura com a diplomata da Divisão de Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores, Laura Delamonica, e a assessora Especial da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Sônia Malheiros.

Citando o programa de ação do Cairo (1994), uma agenda de compromissos comuns que aborda o planejamento familiar, saúde sexual e reprodutiva, promoção de igualdade de gênero e fim da violência contra mulheres, o representante destacou a necessidade de preservar essas questões nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

“Temos os ODS, uma agenda universal que atinge todos os países. São abrangentes em profundidade e superfície e têm caráter transformador. Temos que fazer o vínculo entre direitos humanos e desenvolvimento sustentável. É central para o mandato (da Conferência) do Cairo, para (o Consenso de) Montevidéu, mas temos que trasladar isso à realidade das pessoas. Fazer a diferença para que possam atingir seu pleno potencial na vida e para que, de fato, ninguém fique para trás”, disse.

O processo de planejamento é alinhado ao Plano Estratégico Global do UNFPA e é elaborado com base em evidências, contribuindo para o alcance das prioridades nacionais refletidas no Plano Plurianual (PPA) 2016-2019 do governo federal e na resposta aos resultados estabelecidos no marco de cooperação da ONU no Brasil para o mesmo período.