UNFPA entrega certificados a integrantes do programa Estágio Afirmativo 2019

Em 2019, 11 jovens de diferentes regiões, etnias e gêneros integraram o programa de Estágio Afirmativo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil.

Na última segunda-feira (2), grupo recebeu seus certificados da representante do UNFPA no Brasil, Astrid Bant. A agência promove a iniciativa desde 2016, que é considerada uma porta de entrada ao Sistema ONU para jovens afrodescendentes, LGBTI, indígenas, com deficiência, de baixa renda, entre outros grupos prioritários.

Segundo Bernardo Mota, jovem homem trans que integrou o grupo de estagiários e hoje é assessor técnico em Saúde Sexual e Reprodutiva da agência, “um dos maiores diferenciais é que sempre senti que estava em um espaço seguro. Essa oportunidade foi uma virada na minha autoestima e me fez acreditar no meu próprio potencial”.

Parte do grupo de 11 jovens que participaram do Estágio Afirmativo do UNFPA em 2019. Foto: UNFPA Brasil | Gisele Cintra.

Parte do grupo de 11 jovens que participaram do Estágio Afirmativo do UNFPA em 2019. Foto: UNFPA Brasil | Gisele Cintra.

A turma de 2019 do programa de Estágio Afirmativo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) recebeu os certificados de participação na última segunda-feira (2) pela representante do UNFPA no Brasil, Astrid Bant.

O estágio afirmativo é, desde 2016, uma porta de entrada para o Sistema ONU que oferece oportunidade e estimula o ingresso nas Nações Unidas de jovens afrodescendentes, LGBTI, indígenas, pessoas com deficiência e de baixa renda, entre outros grupos.

Integrantes do programa deste ano falaram com o UNFPA a respeito de suas experiências.

“Este foi o trabalho mais importante da minha vida”, apontou Adriana Silva, estagiária de projetos para HIV e Juventude.

“Entramos aqui estagiários e saímos ótimos profissionais. É muito gratificante para mim, enquanto mulher jovem e negra, ser a extensão desse projeto na minha comunidade”, contou.

Bernardo Mota, que integrou o programa como estagiário e hoje é assessor técnico em Saúde Sexual e Reprodutiva, reconheceu a importância do acolhimento em seu caso, enquanto homem trans.

“Um dos maiores diferenciais é que aqui nunca precisei me esconder, sempre senti que estava em um espaço seguro. Essa oportunidade foi uma virada na minha autoestima e me fez acreditar no meu próprio potencial”, compartilhou.

Para o jovem Fábio Pereira, estagiário na área de População e Desenvolvimento, o estágio forneceu habilidades e ferramentas que serão essenciais para sua vida profissional.

“Eu sou o primeiro da minha família a terminar o ensino médio, o primeiro a cursar uma faculdade. Foi muito interessante e desafiador”, avaliou o jovem morador da Cidade Estrutural (DF). “Me reconheci nas pessoas e me sinto agradecido”, concluiu.

Estágio Afirmativo do UNFPA

Em seu discurso às e aos jovens, a representante do UNFPA no Brasil, Astrid Bant, recordou sua própria trajetória e reconheceu a importância do programa Estágio Afirmativo para o Fundo de População da ONU.

“As pessoas que entendem o que é estar de fora conhecem a necessidade daqueles para quem trabalhamos”, destacou Bant.

Além disso, a representante também pediu que o grupo tenha resiliência e perseverança em suas trajetórias: “A vida é dura. Vocês precisam ser fortes, podem sentir certa solidão, mas se forem firmes e seguirem em frente vão ser a vanguarda que mudará as coisas”, pontuou.

Ela também desejou sucesso e expressou esperança de que voltem a trabalhar no sistema da organização.