UNFPA: é preciso fortalecer serviços de proteção às mulheres frente à violência de gênero

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Secretaria da Mulher do Distrito Federal e líderes comunitários da região administrativa de Samambaia (DF) visitaram, na terça-feira (3), equipamentos públicos de denúncia e apoio às vítimas de violência doméstica.

Representando o UNFPA no evento, a oficial de programa para Equidade de Gênero, Raça e Etnia, Rachel Quintiliano, afirmou que, para acabar com a violência contra mulheres e meninas, é necessário buscar o fortalecimento das instituições e serviços.

A Administração Regional de Samambaia foi o primeiro local a ser visitado. Foto: UNFPA Brasil/Giselle Cintra

A Administração Regional de Samambaia foi o primeiro local a ser visitado. Foto: UNFPA Brasil/Giselle Cintra

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) tem mobilizado a comunidade internacional para o alcance de uma meta ambiciosa até 2030: zero necessidades insatisfeitas de contracepção, zero mortes maternas evitáveis e zero violências ou práticas nocivas contra mulheres e meninas.

Diante disso, o UNFPA Brasil, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal e líderes comunitários da região administrativa de Samambaia (DF) visitaram, na terça-feira (3), equipamentos públicos de denúncia e apoio às vítimas de violência doméstica.

Representando o UNFPA no evento, a oficial de programa para Equidade de Gênero, Raça e Etnia, Rachel Quintiliano, afirmou que, para acabar com a violência contra mulheres e meninas, é necessário buscar o fortalecimento das instituições e serviços.

“A violência contra mulheres e meninas é provavelmente a violação de direitos humanos mais difundida do mundo, além de ser um grave problema de saúde pública, que ocorre em diversas classes sociais. É preciso garantir que as mulheres tenham informação, acesso a serviços e segurança para decidir sobre os rumos de sua próprias vidas”, disse Quintiliano.

De acordo com a secretária da Mulher do Distrito Federal, Ericka Filippelli, a população precisa conhecer os equipamentos públicos, ter acesso a eles e saber como funcionam, “mas é também importante que os equipamentos estejam preparados para receber essas mulheres e que tenham condições de atender a população”.

O programa Jornada Zero Violência contra Mulheres e Meninas tem por objetivo mobilizar a sociedade e articular uma rede de enfrentamento à violência contra a mulher nas regiões administrativas do Distrito Federal. O programa-piloto teve início na cidade administrativa do Paranoá e dessa vez se estendeu para Samambaia.

“Infelizmente, Samambaia teve casos de feminicídios e prontamente a administração procurou a Secretaria da Mulher para apresentar o programa. É muito importante que a comunidade saiba quais são os equipamentos públicos em que pode ser atendida. E, à medida que o programa é divulgado, melhor conseguimos enfrentar o feminicídio”, observou Gustavo Aires, administrador regional de Samambaia.

Diversos equipamentos públicos da cidade foram visitados e estão envolvidos na ação mobilizadoras, como por exemplo: Administração Regional do Paranoá, Programa de Prevenção e Atendimento às Pessoas em Situação de Violência (PAV) Orquídea, Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Prevenção Orientado à Violência Doméstica e Familiar (PROVID), Núcleos de Atendimento às Famílias e aos Autores de Violência Doméstica (NAFAVD) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

A psicóloga do PAV de Samambaia, Thereza Lemos de Alcântara Cavalcante, explicou a importância de um órgão público como o Programa de Prevenção e Atendimento às Pessoas em Situação de Violência.

“O PAV atende qualquer pessoa que tenha sofrido toda e qualquer tipo de violência.O grande diferencial do atendimento especializado é o olhar sensível diante das situações de violência, porque antigamente não havia um atendimento especializado.”

“Quando temos o olhar específico para a situação, minimizamos muitos dos casos de violência no futuro da pessoa, como relacionamentos abusivos e práticas tóxicas de naturalização da violência”, afirmou a psicóloga.

Para a líder comunitária e ativista social Dória Freitas, é importante existir uma corrente de informação para enfrentar a violência contra a mulher.

“Tendo em vista a quantidade de assassinatos cometidos contra a mulher, é importante conscientizar a comunidade sobre estes equipamentos. O trabalho do Jornada Zero é justamente aproximar a comunidade com a segurança pública, para isso, precisamos ser empoderadas para correr atrás de informação e passar para outras pessoas, e com isso, criar uma corrente passando informação uma para outra”, declarou a líder comunitária.