UNESCO realiza pesquisa sobre educação inclusiva em dez municípios brasileiros

O objetivo da iniciativa é mapear as estratégias adotadas pelas redes municipais de ensino destas cidades na educação inclusiva, bem como os desafios enfrentados para incluir alunos com as mais variadas deficiências.

Jovens são 11% da população do Brasil. Foto: AGECOM/Carol Garcia.

Jovens são 11% da população do Brasil. Foto: AGECOM/Carol Garcia.

A Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil realiza em dez cidades brasileiras a pesquisa “Boas Práticas em Educação Inclusiva: A Experiência dos Municípios Brasileiros”. Cumprindo várias etapas ao longo deste ano, a iniciativa acaba de concluir o trabalho de campo nos municípios, onde entrevistaram 1.700 funcionários e diretores de escolas, coordenadores pedagógicos, professores de salas regulares e do Atendimento Educacional Especializado (AEE).

Florianópolis (SC), Barreiras (BA), Oiapoque (AP), Porangatu (GO), Floriano (PI), Erechim (RS), Betim (MG), Maracanaú (CE), Vitória (ES) e Rio Branco (AC) foram os municípios escolhidos. O objetivo da iniciativa é mapear as estratégias adotadas pelas redes municipais de ensino destes municípios na educação inclusiva, bem como os desafios enfrentados para incluir alunos com diferentes deficiências.

“Esse estudo tem a intenção de evidenciar que é possível adotar programas e políticas de educação inclusiva em quaisquer realidades socioeconômicas brasileiras”, explica o coordenador técnico do projeto, Wagner Santana.

A iniciativa conta com a parceria da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação (MEC), e execução técnica da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Mais Diferenças. O relatório final deve ser finalizado em até março de 2015 e até o final do próximo semestre, o estudo será publicado pela UNESCO.